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Juízes, 9

Leia agora os Versículos de Juízes, 9 do livro Juízes, versão Bíblia Ave Maria.

1. Abimelec, filho de Jerobaal, foi ter com os irmãos de sua mãe em Siquém, e disse-lhes, assim como a toda a família de sua mãe:

2. “Dizei, vo-lo peço, a todos os habitantes de Siquém: O que é melhor para vós: serdes dominados por setenta homens, todos filhos de Jerobaal, ou que um só homem seja vosso rei? Lembrai-vos de que eu sou de vosso sangue e de vossa car­ne”.

3. Os irmãos de sua mãe falaram dele aos habitantes de Siquém, referindo-lhes suas palavras e inclinaram o seu coração para Abimelec, “porque – diziam eles – é nosso irmão”.

4. E deram-lhe setenta siclos de prata tomados do templo de Baal-Berit, com os quais assalariou homens miseráveis e aventureiros que o seguiram.

5. Foi à casa de seu pai, em Efra, e matou sobre uma pedra os seus irmãos, filhos de Jerobaal, setenta homens; escapou somente Joatão, filho mais novo de Jerobaal, porque se tinha escondido.

6. Juntaram-se então todos os siquemitas com todos os de Bet-Melo e vieram junto do terebinto da coluna sagrada que havia em Si­quém, onde proclamaram rei Abimelec.

7. Sabendo disso, subiu Joatão ao cimo do monte Garizim e exclamou: “Ouvi-me, homens de Siquém, para que Deus vos ouça!

8. As árvores resolveram um dia eleger um rei para governá-las e disseram à oliveira: reina sobre nós!

9. Mas ela respondeu: ‘Renunciarei, porventura, ao meu óleo que constitui minha glória aos olhos de Deus e dos homens, para colocar-me acima das outras árvores?’.

10. E as árvores disseram à figueira: ‘Vem tu e reina sobre nós!’

11. Mas a figueira disse-lhes: ‘Poderia eu, porventura, renunciar à doçura de meu delicioso fruto, para colocar-me acima das outras árvores?’.

12. E as árvores disseram à videira: ‘Vem tu, reina sobre nós!’.

13. Mas a videira respondeu: Poderia eu renunciar ao meu vinho que faz a alegria de Deus e dos homens, para colocar-me acima das outras árvores?’.

14. E todas as árvores disseram ao espinheiro: Vem tu, reina sobre nós!’.

15. E o espinheiro respondeu: ‘Se realmente me que­reis escolher para reinar sobre vós, vinde e abrigai-vos debaixo de minha sombra; mas, se não o quereis, saia fogo do espinheiro e devore os cedros do Líbano!’.

16. Agora, pois, se com lealdade e boa-fé escolhestes Abimelec para vosso rei, se vos portastes bem com Jerobaal e sua casa, correspondendo aos benefícios que ele vos fez –

17. porque meu pai combateu por vós e livrou-vos dos madianitas arriscando a própria vida;

18. vós, que agora vos levantastes contra a casa de meu pai, matastes todos os seus setenta filhos sobre uma pedra e proclamastes rei dos habitantes de Siquém a Abimelec, filho de sua escrava, sob o pretexto de que ele é vosso irmão –,

19. se, pois, com lealdade e boa-fé procedestes bem com Jerobaal e sua casa, então que Abimelec vos faça felizes e que vós o façais feliz igualmente!

20. Do contrário, saia fogo de Abimelec e devore os homens de Siquém com os de Bet-Melo; e saia fogo dos habitantes de Siquém e de Bet-Melo e devore Abimelec!”.

21. Fugiu em seguida Joatão para Bera, onde habitou, longe de Abimelec, seu irmão.

22. Reinou Abimelec sobre Israel durante três anos.

23. E Deus suscitou um mau espírito entre ele e os habitantes de Siquém, que os fez se revoltarem.*

24. Isso aconteceu para que fosse vingado o homicídio dos setenta filhos de Jerobaal, e seu sangue caísse sobre Abimelec, seu irmão, que os havia matado, e sobre os siquemitas que tinham sido seus cúmplices.

25. Os homens de Siquém armaram contra ele emboscadas no alto dos montes e puseram-se a despojar todos aqueles que passavam por ali; e Abimelec foi informado disso.

26. Gaal, filho de Obed, foi com seus irmãos a Siquém e ganhou a confiança dos homens do lugar.

27. Saíram pelos campos, vindimaram as vinhas, pisaram as uvas, celebraram a festa. Foram ao templo do seu deus e ali fizeram um festim, amaldiçoando Abimelec.

28. Gaal, filho de Obed, disse: “Quem é Abi­melec e o que é Siquém, para que lhe este­jamos sujeitos? Não é ele filho de Jero­baal e não é Zebul o seu lugar-tenente? Servi a família de Emor, o pai de Siquém? Por que razão serviremos Abimelec?

29. Oxalá tivesse eu poder sobre esse povo! Eu arrasaria Abimelec e lhe diria: aumenta o teu exército e vem!”.

30. Zebul, governador da cidade, sabendo o que dissera Gaal, filho de Obed, encolerizou-se,

31. e mandou secretamente dizer a Abimelec: “Gaal, filho de Obed, veio a Siquém com seus irmãos e anda sublevando a cidade contra ti.

32. Levanta-te de noite tu e tua tropa e põe-te de emboscada no campo.

33. Amanhã cedo, ao nascer do sol, lança-te sobre a cidade; quando Gaal e sua tropa saírem contra ti, tu farás o que as circunstâncias te permitirem”.

34. Abime­lec, pois, partiu durante a noite com toda a sua gente e pôs emboscadas em quatro grupos junto de Siquém.

35. Entretanto Gaal, filho de Obed, saiu e instalou-se diante das portas da cidade. Então, Abimelec com todos os seus deixou a emboscada.

36. Vendo aquela tropa, Gaal disse a Zebul: “Eis uma multidão que desce das colinas”. “Tu vês – respondeu Zebul – as sombras das colinas como se fossem homens.”

37. Gaal replicou: “Está descendo uma tropa do alto; e eis uma outra que vem pelo caminho do carvalho do Adivinho”.

38. Zebul disse-lhe então: “Onde está agora a tua arrogância, tu que dizias: ‘Quem é Abimelec para que nós o sirvamos?’. Eis o povo que tu desprezavas! Vai agora e combate contra ele!”.

39. Saiu Gaal à frente dos siquemitas e combateu contra Abimelec.

40. Mas foi derrotado por Abimelec e fugiu. Muitos homens, que estavam mortalmente feridos, caíram antes de terem atingido o limiar da porta.

41. Abimelec deteve-se em Aruma; Zebul, porém, lançou Gaal e seus irmãos fora de Siquém.

42. No dia seguinte, o povo saiu ao campo. Tendo sabido disso, Abimelec

43. tomou sua tropa, dividiu-a em três grupos e os pôs de emboscada no campo. Ao ver que o povo saía da cidade, atacou-o e derrotou-o,

44. vindo em seguida com o seu grupo tomar posição à entrada da cidade, enquanto os dois outros grupos perseguiam os que estavam no campo e os massacravam.

45. Abimelec combateu a cidade durante todo aquele dia e tomou-a. Matou toda a população, arrasou a cidade e semeou-a de sal.

46. Ao ouvirem isso, todos os habitantes da torre de Siquém retiraram-se para a fortaleza do templo de El-Berit.*

47. E foi noticiado a Abimelec que todos os habitantes da torre de Siquém se tinham retirado para esse lugar.

48. Subiu então Abimelec com sua tropa ao monte Selmon, tomou um machado e cortou um galho de árvore. Pondo-o aos ombros, disse à sua gente: “Vistes o que fiz? Apressai-vos a fazer o mesmo”.

49. Cortou cada um deles um galho e todos seguiram Abimelec; puseram esses galhos contra a fortaleza e puseram-lhes fogo, sendo a fortaleza, com todos os seus ocupantes, devorada pelas chamas. Desse modo pereceram todos os que habitavam na torre de Siquém, cerca de mil pessoas, tanto homens como mulheres.

50. Depois disso, Abimelec marchou contra Tebes. Assediou Tebes e a conquistou.

51. Havia no meio da cidade uma torre forte, na qual se tinham refugiado todos os habitantes, homens e mulheres. Fechando bem a porta, subiram ao terraço da torre.

52. Abimelec, chegando ao pé da torre, aproximou-se da porta para lhe pôr fogo.

53. Então uma mulher, lançando de cima uma pedra de moinho, feriu-lhe a cabeça, fraturando-lhe o crânio.

54. Chamou imediatamente seu escudeiro e disse-lhe: “Tira a tua espada e acaba de matar-me, para que se não diga que fui morto por uma mulher!”. Seu escudeiro o feriu e Abimelec morreu.

55. Morto Abimelec, todos os israelitas voltaram para suas casas.

56. Assim Deus fez recair sobre Abimelec o mal que tinha feito a seu pai, matando seus setenta irmãos.

57. E do mesmo modo Deus fez recair sobre os siquemitas os seus crimes. Assim se cumpriu sobre ele a maldição de Joatão, filho de Jerobaal.


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Temas relacionados com Juízes, 9:

Juízes, 8

Leia agora os Versículos de Juízes, 8 do livro Juízes, versão Bíblia Ave Maria.

1. Os homens de Efraim disseram a Gedeão: “Por que nos trataste assim, não nos chamando a pelejar contigo contra Madiã?”. E houve entre eles uma violenta discussão.

2. Gedeão respondeu-lhes: “Que fiz eu, ao lado do que vós fizes­tes? Porventura não valem mais os cachos de Efraim que as vindimas de Abiezer?

3. Foi nas vossas mãos que o Senhor entregou os príncipes de Madiã, Oreb e Zeb. Que pude eu, pois, fazer em comparação ao que vós fizestes?”. E, com essas palavras, aquietaram-se.

4. Gedeão chegou ao Jordão e passou-o com seus trezentos homens, continuan­do a perseguir o inimigo, apesar de sua fadiga.

5. Chegando a Sucot, disse aos seus moradores: “Dai, peço-vos, pão aos homens que me acompanham, porque estão muito cansados; estou perseguindo Zebá e Sálmana, reis de Madiã”.

6. Os chefes de Sucot responderam-lhe: “Tens já talvez em teu poder o punho de Zebá e de Sálmana para que possamos dar pão à tua tropa?”.

7. “Pois bem – replicou Ge­deão – quando o Senhor me houver entregue nas mãos Zebá e Sálmana, eu vos rasgarei a pele com espinhos e abrolhos do deserto!”

8. Dali subiu a Fanuel, onde fez o mesmo pedido, mas obteve a mesma resposta que em Sucot.

9. Gedeão disse-lhes: “Quando eu voltar vitorioso, destruirei esta torre”.

10. Zebá e Sálmana estavam então em Carcar com o seu forte exército, cerca de quinze mil homens, que eram o restante de todo o exército dos filhos do oriente, pois haviam já perecido cento e vinte mil combatentes que manejavam a espada.

11. Gedeão subiu pelo caminho dos nômades, ao oriente de Nob e de Jegbaa, e feriu o acam­pamento dos inimigos que se julgavam perfeitamente seguros.

12. Zebá e Sálmana, reis de Madiã, fugiram, mas foram perseguidos e presos por Gedeão, depois de ter derrotado toda a sua guarnição.

13. Gedeão, filho de Joás, voltou da batalha pela subida de Hares.

14. Deteve um jovem entre os habitantes de Sucot e fez-lhe perguntas. Este escreveu-lhe uma lista com setenta e sete nomes dos chefes de Sucot e dos anciãos.

15. Gedeão veio ter com os habitantes de Sucot e disse-lhes: “Eis aqui Zebá e Sálmana a respeito dos quais me insultastes, dizendo: ‘Tens já talvez em teu poder o punho de Zebá e de Sálmana, para que possamos dar pão aos teus homens fatigados?’.”

16. Tomou então os anciãos da cidade e açoitou-os com espinhos e abrolhos do deserto.

17. Destruiu também a torre de Fanuel e matou os habitantes da cidade.

18. E disse a Zebá e a Sálmana: “Co­mo eram aqueles homens que matastes no Tabor?”. “Eram – responderam-lhe – semelhantes a ti; cada um deles parecia um filho de rei.”

19. “Eram meus irmãos, filhos de minha mãe! Juro pelo Senhor, se os tivésseis deixado com vida, eu não vos mataria.”

20. E disse a Jeter, seu filho primogênito: “Levanta-te e mata-os!”. Mas o jovem não ousou tirar a espada, porque, sendo ainda muito novo, tinha medo.

21. “Vem tu mesmo – disseram-lhe Zebá e Sálmana – e mata-nos; porque o homem se mede pela sua força.” Gedeão matou Zebá e Sálmana, e tomou os colares que os camelos traziam ao pescoço.

22. Os israelitas disseram a Gedeão: “Sê o nosso rei, tu, teu filho e teu neto, porque tu nos livraste das mãos dos madianitas”.

23. “Não – respondeu ele – não reinarei sobre vós, nem meu filho tam­pouco; é o Senhor quem será o vosso rei”.

24. E ajuntou: “Tenho um pedido a vos fazer: que cada um de vós me dê as argolas de vosso despojo”. Os inimigos, que eram os ismae­litas, usavam argolas de ouro.

25. Eles responderam: “Daremos com prazer!”. E, estendendo no chão um manto, lançaram nele as argolas de sua presa.

26. O peso das argolas de ouro que ele tinha pedido era de mil e setecentos siclos de ouro, sem contar os colares, brincos e ornamentos de púrpura que costumavam usar os reis de Madiã, afora ainda os colares que traziam seus camelos no pescoço.

27. Gedeão fez de tudo isso um efod e o expôs em sua cidade de Efra. Mas todos os israelitas se prostituíram ante esse efod que se tornou, assim, um laço para Gedeão e sua casa.

28. Os madianitas foram humilhados diante dos israelitas e não puderam mais levantar a cabeça, de sorte que a terra pôde gozar um repouso de quarenta anos, no tempo de Gedeão.

29. Jerobaal, filho de Joás, retirou-se e foi habitar em sua casa.

30. Teve setenta filhos, saídos todos dele, porque tinha numerosas mulheres.

31. Sua concu­bina, que estava em Siquém, deu-lhe também um filho, que foi chamado Abime­lec.

32. Morreu Gedeão, filho de Joás, numa ditosa velhice e foi sepultado no túmulo de Joás, seu pai, em Efra de Abiezer.

33. Depois de sua morte, os filhos de Israel prostituíram-se de novo com os baals, e tomaram Baal-Berit por seu deus.*

34. Não se lembraram os israelitas do Senhor, seu Deus, que os livrou das mãos de todos os inimigos que os cercavam,

35. nem testemunharam gratidão alguma pela casa de Jerobaal-Gedeão por todos os benefícios que ele tinha feito a Israel.


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Temas relacionados com Juízes, 8:

Juízes, 7

Leia agora os Versículos de Juízes, 7 do livro Juízes, versão Bíblia Ave Maria.

1. Jerobaal, isto é, Gedeão, levantando-se no dia seguinte bem cedo, foi acampar na fonte de Harod com todo o povo que o acompanhava. O acampamento madianita encontrava-se ao norte da colina de Moré, na planície.

2. O Senhor disse a Gedeão: “A gente que levas contigo é numerosa demais para que eu entregue Madiã em suas mãos. Israel poderia gloriar-se à minha custa, dizendo: ‘Foi a minha mão que me livrou’.

3. Manda, pois, publicar esse aviso para que todos o ouçam: quem for medroso ou tímido, volte para trás e deixe a montanha de Gelboé”. Vinte e dois mil homens voltaram, ficando ainda dez mil.

4. O Senhor disse a Gedeão: “Ainda há gente demais. Faze-os descer às águas e ali farei uma escolha. Aquele que eu te disser que irá contigo, este te seguirá; e aquele que eu não te designar, ficará”.

5. Gedeão fez, pois, descer o povo junto às águas e o Senhor disse-lhe: “Porás à parte todos aqueles que lamberem a água com a língua, como faz o cão, e de outro lado aqueles que se puserem de joelhos para beber”.

6. Ora, o número dos que lamberam a água, levando-a com a mão à boca, foi de trezentos homens; todo o resto do povo se pusera de joelhos para beber.

7. O Senhor disse a Gedeão: “Com os trezentos homens que lamberam a água, vos salvarei e entregarei Madiã nas tuas mãos. Todo o resto do povo volte para a sua ca­sa”.

8. Gedeão guardou os víveres do povo e suas trombetas e despediu todos os israelitas, cada um para a sua tenda, só conservando os trezentos homens. O acampamento madianita estava embaixo, na planície.

9. Durante a noite seguinte, o Senhor disse a Gedeão: “Levanta-te e ataca o acampamento, pois eu entreguei em tuas mãos.

10. Todavia, se tens medo de descer só, leva contigo Fara, teu servo.

11. Ouvirás o que eles dizem, e te sentirás assim encorajado para atacar o acampamento”. Gedeão desceu, pois, com Fara, seu servo, até onde estavam os postos avançados do acampamento.

12. Ora, os madianitas, os amalecitas e todos os filhos do oriente estavam espalhados pelo vale, tão numerosos como gafanhotos e seus camelos eram também inumeráveis como a areia das praias.

13. No momento em que Gedeão se aproximou, um homem estava justamente contando um sonho ao seu companheiro: “Eis – dizia ele – o sonho que tive: Um pão de cevada rolava sobre o acampamento de Madiã e, chocando-se com a tenda, lançou-a completamente por terra”. O companheiro respondeu:

14. “Isso não é outra coisa senão a espada de Gedeão, filho de Joás, o israelita. Deus entregou em suas mãos Madiã e todo o acampamento”.

15. Tendo ouvido a narração e a interpretação desse sonho, Gedeão prostrou-se por terra. Voltou ao acampamento israelita e disse: “Levantai-vos, porque o Senhor vos entregou nas mãos o acampamento dos madianitas!”.

16. Dividiu os trezentos homens em três grupos e pôs nas mãos de todos trombetas e ânforas vazias, levando estas dentro uma tocha acesa.

17. “Olhai para mim – disse ele – e fazei como eu. Quando eu chegar aos limites do acampamento, fazei o que eu fizer.

18. Tocarei a trombeta com aqueles que me acompanham, e então tocareis também as vossas em volta de todo o acampamento, gritando: ‘Pelo Senhor e por Gedeão!’.”

19. Gedeão com seus cem homens chegaram aos limites do acampamento no princípio da segunda vigília, quando se rendiam as sentinelas, e começaram a tocar as trom­betas, quebrando ao mesmo tempo as ânforas que tinham na mão.

20. Então os três batalhões tocaram (também) as trombetas e quebraram as ânforas. Tomando as tochas na mão esquerda e as trombetas na direita para tocar, gritaram: “À espada pelo Senhor e por Gedeão!”.

21. Cada um ficou em seu lugar, ao redor do acampamento; todo o acampamento se pôs a correr e fugiram, gritando.

22. Os trezentos homens continuavam a tocar as trombetas, enquanto, por todo o acampamento, o Senhor fez com que os madia­nitas voltassem a espada uns contra os outros, e o exército fugiu até Bet-Seta, para os lados de Sarera e até os limites de Abel-Meúla, junto de Tebat.

23. Juntaram-se então aos israelitas as tribos de Neftali e de Aser e todo o Manassés, e perseguiram os madianitas.

24. Gedeão enviou mensageiros por todo o monte de Efraim, para avisar: “Descei ao encontro dos madianitas e cortai-lhes a passagem das águas até Bet-Bera e até os vaus do Jordão”. Juntaram-se, pois, os homens de Efraim e ocuparam as passagens até Bet-Bera, e igualmente os vaus do Jordão.

25. Tendo capturado dois chefes madianitas, Oreb e Zeb, mataram Oreb no rochedo de Oreb, e Zeb no lagar de Zeb. E continuaram a perseguir os madianitas, levando as cabeças de Oreb e de Zeb a Gedeão, no outro lado do Jordão.


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Temas relacionados com Juízes, 7:

Juízes, 6

Leia agora os Versículos de Juízes, 6 do livro Juízes, versão Bíblia Ave Maria.

1. Os israelitas fizeram o mal aos olhos do Senhor, e o Senhor os entregou nas mãos dos madianitas durante sete anos.

2. A mão de Madiã pesou rudemente sobre Israel. Por medo dos madianitas, os filhos de Israel refugiaram-se nas cavernas das montanhas, em cavernas e fortificações.

3. Quando Israel semeava, subia Madiã com Amalec e os filhos do orien­te, para atacá-lo.

4. Acampavam defronte deles e devastavam as suas plantações até a vizinhança de Gaza, e não deixavam aos israelitas provisão alguma, nem ovelhas, nem bois, nem jumentos.

5. Subiam com todos os seus rebanhos e tendas, semelhantes a uma nuvem de gafanhotos, e essa multidão inumerável de homens e camelos subia e devastava a terra.

6. Os israelitas ficaram desse modo extenuados pelos madianitas e clamaram ao Senhor.

7. E, tendo eles clamado ao Senhor, pedindo socorro contra os madianitas, o Senhor mandou-lhes um profeta,

8. que lhes disse: “Eis o oráculo do Senhor, Deus de Israel: Eu vos fiz sair do Egito e vos tirei da servidão;

9. livrei-vos da mão dos egípcios e de vossos opressores; expulsei-os de diante de vós e dei-vos a sua terra.

10. E eu vos disse: ‘Eu sou o Senhor, vosso Deus: não adorareis os deuses dos amorreus, em cuja terra ides habitar. Mas não ouvistes a minha voz’.”

11. Depois veio o anjo do Senhor e sentou-se debaixo do terebinto de Efra, que pertencia a Joás, da família de Abiezer. Gedeão, seu filho, estava limpando o trigo no lagar, para escondê-lo dos madia­nitas.

12. O anjo do Senhor apareceu-lhe e disse-lhe: “O Senhor está contigo, valente guerreiro!”.

13. Gedeão respondeu: “Ah, meu senhor, se o Senhor está conos­co, por que nos vieram todos esses males? Onde estão aqueles prodígios que nos contaram nossos pais, dizendo: ‘O Senhor fez-nos verdadeiramente sair do Egito?’. Agora, o Senhor abandonou-nos e entregou-nos nas mãos dos madianitas”.

14. Então o Senhor, voltando-se para ele: “Vai – disse – com essa força que tens e livra Israel dos madianitas. Porventura não sou eu que te envio?”.

15. “Ó Senhor – respondeu Gedeão – com que livrarei eu Israel? Minha família é a última de Manas­sés, e eu sou o menor na casa de meu pai.”

16. O Senhor replicou: “Eu estarei con­tigo e tu derrotarás os madianitas como se fossem um só homem”.

17. Prosseguiu Gedeão: “Se encontrei graça aos vossos olhos, provai-me por um sinal que sois vós quem me falais.

18. Não vos afasteis daqui até que eu volte trazendo uma oferta e a ponha diante de vós”. “Esperarei – respondeu o Senhor – até que voltes.”

19. Gedeão entrou em sua casa, preparou um cabrito e fez pães sem fermento com um efá de farinha. Pôs a carne em um cesto e o caldo numa panela, levou tudo debaixo do terebinto e lhe ofereceu.

20. O anjo do Senhor disse-lhe: “Toma a carne e os pães sem fermento, põe-nos sobre aquela pedra e derrama por cima o caldo”. Ele assim o fez.

21. Então, o anjo do Senhor estendeu a ponta da vara que tinha na mão, tocou a carne com os pães sem fermento, e imediatamente jorrou fogo da rocha que consumiu a carne e os pães sem fermento; e o anjo do Senhor desapareceu de seus olhos.

22. Gedeão reconheceu que era o anjo do Senhor e exclamou: “Ai de mim, Senhor Javé, que vi o anjo do Senhor face a face”.

23. O Senhor disse-lhe: “Tranquiliza-te; não temas, não morrerás”.

24. Ge­deão edificou ali um altar ao Senhor e chamou-o Javé-Shalom. Esse altar existe ainda hoje em Efra de Abiezer. *

25. Durante a noite, disse-lhe o Senhor: “Toma o novilho de teu pai e um segundo touro de sete anos; destrói o altar de Baal de teu pai e faze o mesmo com o ídolo de madeira que está junto dele.

26. Edificarás então um altar ao Senhor, teu Deus, em cima dessa pedra, depois de a teres preparado. Tomarás o segundo touro e o oferecerás em holocausto usando a madeira do ídolo que tiveres cortado”.

27. Gedeão escolheu dez dos seus servos e fez o que o Senhor lhe tinha ordenado. Temendo, porém, a família de seu pai e os habitantes da cidade, não o quis fazer durante o dia; executou tudo durante a noite.

28. Chegada a manhã, quando os habitantes da cidade se levantaram, eis que viram o altar de Baal derrubado por terra, o ídolo vizinho cortado, e o segundo touro queimado em holocausto sobre o novo altar.

29. “Quem fez isto?” – perguntaram uns aos outros. Depois de haverem buscado e investigado cuidadosamente, foi-lhes dito: “Foi Gedeão, filho de Joás”.

30. Disseram então a Joás: “Faze vir aqui o teu filho, para que seja morto, porque ele derrubou o altar de Baal e cortou o ídolo de madeira que estava perto!”.

31. Joás respondeu a todos os que o interpelavam: “Porventura sois vós que deveis tomar o partido de Baal? Sois vós que deveis socorrê-lo? Pois aquele que tomar o partido de Baal será morto hoje mesmo. Se Baal é deus, que defenda ele mesmo a sua causa, pois derrubaram o seu altar!”.

32. Daquele dia em diante, Gedeão foi chamado Jerobaal, dizendo: “Que Baal defenda a sua causa contra ele, pois ele derrubou o seu altar!”.

33. Todos os madianitas, os amalecitas e os filhos do oriente se tinham coligado e, tendo passado o Jordão, acamparam no vale de Jezrael.

34. O Espírito do Senhor apoderou-se de Gedeão, o qual, tocando a trombeta, convocou os filhos de Abiezer para que o seguissem.

35. Enviou mensageiros por toda a tribo de Manassés, que se reuniu para segui-lo; e enviou também mensageiros às tribos de Aser, de Zabulon e de Neftali, e todos vieram juntar-se a ele.

36. Gedeão disse a Deus: “Se quereis realmente salvar Israel por meio de minha mão, como o dissestes,

37. eis que vou estender um velo de lã na eira: se o orvalho cair só no velo, ficando toda a terra seca, reconhecerei que é por minha mão que livrareis Israel, como o disses­tes”.

38. E assim aconteceu. Levantando-se Gedeão no dia seguinte pela manhã, espremeu a lã e encheu um copo de orvalho.

39. Gedeão disse a Deus: “Não se acenda contra mim a vossa cólera se vos falo ainda uma vez! Só quero fazer mais uma prova com o velo: peço que só a lã fique seca e o orvalho molhe toda a terra em redor”.

40. E Deus assim o fez naquela noite: só o velo ficou seco, enquanto todo o solo estava coberto de orvalho.


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Temas relacionados com Juízes, 6:

Juízes, 5

Leia agora os Versículos de Juízes, 5 do livro Juízes, versão Bíblia Ave Maria.

1. Naquele dia, Débora cantou este cântico, com Barac, filho de Abinoem:

2. “Desatou-se a cabeleira em Israel, o povo ofereceu-se para o combate: bendizei o Senhor!

3. Reis, ouvi! Estai atentos, ó príncipes! Sou eu, eu que vou cantar ao Senhor. Vou proferir um salmo ao Senhor, Deus de Israel!

4. Senhor, quando saístes de Seir, quando surgistes dos campos de Edom, a terra tremeu, os céus se entornaram, as nuvens desfizeram-se em água,

5. abalaram-se as montanhas diante do Senhor, nada menos que o Sinai, diante do Senhor, Deus de Israel!

6. Nos dias de Samgar, filho de Anat, nos dias de Jael, estavam desertos os caminhos, e os viajantes seguiam veredas tortuosas.

7. Desertos se achavam os campos em Israel, desertos, senão quando eu, Débora, me levantei, me levantei como uma mãe em Israel.

8. Israel escolhera deuses novos, e logo a guerra lhe bateu às portas, e não havia um escudo nem uma lança entre os quarenta mil de Israel.

9. Meu coração bate pelos chefes de Israel, pelos que se ofereceram voluntariamente entre o povo: bendizei o Senhor!

10. Vós que cavalgais jumentas brancas, sentados sobre tapetes, a galopar pelas estradas, cantai!

11. A voz dos arqueiros, junto dos bebedouros, celebre as vitórias do Senhor, as vitórias dos seus chefes em Israel! Então o povo do Senhor desceu às portas.

12. Desperta, desperta, Débora! Desperta, desperta, canta um hino! Levanta-te, Barac! Toma os teus prisioneiros, filho de Abinoem!

13. E agora descei, sobreviventes do meu povo. Senhor, descei para junto de mim entre estes heróis.

14. De Efraim vêm os habitantes de Amalec; seguindo-te, marcha Benjamim com as tropas; de Maquir vêm os príncipes, e de Zabulon os guias com o bastão.

15. Os príncipes de Issacar estão com Débora; Issacar marcha com Barac e segue-lhe as pisadas na planície. Junto aos regatos de Rúben grandes foram as deliberações do coração.

16. Por que ficaste junto ao aprisco, a ouvir a música dos pastores? Junto aos regatos de Rúben grandes foram as deliberações do coração.

17. Galaad ficou em sua casa, além do Jordão; e Dã, por que habita junto dos navios? Aser assentou-se à beira do mar e ficou descansando nos seus portos.

18. Zabulon, porém, é um povo que desafia a morte, e da mesma forma Neftali, sobre os planaltos.

19. Vieram os reis e travaram combate; e travaram combate os reis de Canaã em Tanac, junto às águas de Meguido; mas não levaram espólio em dinheiro.

20. Desde o céu as estrelas combateram, de suas órbitas combateram contra Sísara,

21. e a torrente de Quison os arrastou, a velha torrente, a torrente de Quison. Marcha, ó minha alma, resolutamente!

22. Ouviu-se, então, o troar dos cascos dos cavalos, ao tropel, ao tropel dos cavaleiros.

23. Amaldiçoai Meroz, disse o anjo do Senhor, amaldiçoai, amaldiçoai seus habitantes! Porque não vieram em socorro do Senhor, em socorro do Senhor, com os guerreiros.

24. Bendita seja entre as mulheres, Jael, mulher de Héber, o quenita! Entre as mulheres da tenda seja bendita!

25. Ao que pediu água ofereceu leite; serviu nata em taça nobre.

26. Com uma das mãos segurou o prego, e com a outra o martelo de operário, e malhou Sísara, espedaçando-lhe a cabeça, e esmagou-lhe a fonte e a transpassou.

27. Aos seus pés ele vergou, tombou, ficou; aos seus pés ele vergou, tombou. Onde vergou, ali tombou abatido!

28. Da janela, através das persianas, a mãe de Sísara olha e clama: ‘Por que tarda em chegar o seu carro?! Por que demoram tanto as suas carruagens?!’.

29. As mais sábias das damas lhe respondem, e ela mesma o repete a si própria:

30. ‘Devem ter achado despojos, e os repartem: uma moça, duas moças para cada homem, despojos de tecidos multicores para Sísara, despojos de tecidos multicores, recamados; uma veste bordada, dois brocados, para os ombros do vencedor’.

31. Assim pereçam, Senhor, todos os vossos inimigos! E os que vos amam sejam como o sol quando nasce resplendente”.

32. E repousou a terra durante quarenta anos.


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Temas relacionados com Juízes, 5:

Juízes, 4

Leia agora os Versículos de Juízes, 4 do livro Juízes, versão Bíblia Ave Maria.

1. Depois da morte de Aod, os israe­litas continuaram a fazer o mal aos olhos do Senhor.

2. Então, o Senhor entregou-os nas mãos de Jabin, rei de Canaã, que reinava em Asor. Seu exército era chefiado por Sísara, que habitava em Haroset-Goim.

3. Os filhos de Israel clamaram ao Senhor, porque Jabin tinha novecentos carros de ferro e oprimia-os duramente há vinte anos.

4. Naquela época, a profetisa Débora, mulher de Lapidot, era juíza em Is­­­­ra­­­­el.*

5. Sentava-se sob a palmeira de Débora, entre Ramá e Betel, na montanha de Efraim, e os israelitas iam ter com ela para que julgasse suas questões.

6. Ela mandou chamar Barac, filho de Abinoem, de Cedes em Neftali, e disse-lhe: “Eis o que te ordena o Senhor, Deus de Israel: vai ao monte Tabor; toma contigo dez mil homens dos filhos de Neftali e de Zabulon.

7. Quando estiveres na torrente de Quison, te conduzirei Sísara, chefe do exército de Jabin, com seus carros e suas tropas, e te entregarei em tuas mãos”.

8. Barac respondeu-lhe: “Se vieres comigo, irei; mas se não quiseres vir comigo, não irei”.

9. “Sim – disse ela – irei contigo; mas a glória da expedição não será tua, porque o Senhor entregará Sísara nas mãos de uma mulher”. E Débora foi com Barac a Cedes.

10. Barac convocou ali Zabulon e Neftali: dez mil homens levantaram-se e seguiram-no, tendo Débora em sua companhia.

11. Ora, Héber, o cineu, tinha-se separado dos cineus da família de Hobab, cunhado de Moisés, e tinha levantado suas tendas até o carva­lhal de Saananim, perto de Cedes.

12. Foi anunciado a Sísara que Barac, filho de Abinoem, estava em marcha para o monte Tabor.

13. Mandou então vir de Haroset-Goim todos os seus carros, novecentos carros de ferro e todo o povo que estava com ele até a torrente de Quison.

14. Débora disse a Barac: “Vai-te, porque este é o dia em que o Senhor te entregará Sísara. O Senhor mesmo marcha adiante de ti”. Barac desceu do monte Tabor com dez mil homens.

15. E o Senhor desbaratou Sísara com todos os seus carros e todo o seu exército, que caíram a fio de espada, diante de Barac. Sísara, saltando do seu carro, fugiu a pé,

16. enquanto Barac perseguia os carros e o exército até Haroset-Goim. Todo o exército de Sísara foi passado a fio de espada, sem escapar um só homem.

17. Sísara, fugindo a pé, chegou à tenda de Jael, mulher de Héber, o cineu, porque havia paz entre Jabin, rei de Asor, e a casa de Héber, o cineu.

18. Jael, saindo ao encontro de Sísara, disse-lhe: “Entra, meu senhor, em minha casa, e não temas”. Ele entrou na tenda e ela o ocultou sob um man­to.

19. Ele disse à mulher: “Peço-te que me dês um pouco de água, porque tenho sede”. Ela abriu um odre de leite, deu-lhe de beber e recobriu-o.

20. Sísara disse-lhe ainda: “Põe-te à entrada da tenda, e se qualquer pessoa te perguntar se há alguém aqui, responderás que não”.

21. Jael, pois, mulher de Héber, tomou um prego da tenda juntamente com um martelo e, aproximando-se devagarinho, enterrou o prego na fonte de Sísara, pregando-o assim na terra enquanto ele dormia profundamente por causa do cansaço. Sísara morreu.

22. Entre­mentes, chegou Barac logo após Sísara. Jael, saindo-lhe ao encontro, disse-lhe: “Vem, vou mostrar-te o homem que buscas”. Ele entrou e viu Sísara que jazia morto por terra, com o prego cravado em sua fonte.

23. Foi assim que Deus, naquele dia, humilhou Jabin, rei de Canaã, diante dos israelitas;

24. e a mão dos filhos de Israel pesava cada vez mais sobre Jabin, rei de Canaã, até que o exterminaram.


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Temas relacionados com Juízes, 4:

Juízes, 3

Leia agora os Versículos de Juízes, 3 do livro Juízes, versão Bíblia Ave Maria.

1. Estas são as nações que o Senhor deixou subsistir para provar, por meio delas os israelitas, todos aqueles que não tinham visto as guerras de Canaã,

2. e isso tão-somente para instrução das novas gerações israelitas, a fim de lhes ensinar a combater, ao menos àqueles que não o tinham feito antes.

3. Eram os cinco príncipes dos filisteus, todos os cananeus, os sidônios, os heveus que habitavam os montes do Líbano, desde a montanha de Baal-Hermon até a entrada de Emat.

4. Essas nações ficaram para provar Israel, e ver se eles obedeceriam aos mandamentos que o Senhor havia prescrito aos seus pais por intermédio de Moisés.

5. Os filhos de Israel habitaram no meio dos cananeus, dos hiteus, dos amorreus, dos ferezeus, dos heveus e dos jebuseus.

6. Tomaram por mulheres suas filhas e eles mesmos deram suas filhas aos filhos deles, e serviram os seus deuses.

7. Os israelitas fizeram o mal aos olhos do Senhor, esqueceram-se do Senhor, seu Deus, e serviram aos baals e às asserás.

8. A ira do Senhor inflamou-se contra Israel, e ele entregou-os nas mãos de Cusã-Rasa­taim, rei da Mesopotâmia, a quem ficaram sujeitos durante oito anos.

9. Os israelitas clamaram ao Senhor, que lhes suscitou um libertador para salvá-los: Otoniel, filho de Cenez, irmão mais novo de Caleb.

10. O Espírito do Senhor desceu sobre Otoniel: ele julgou Israel e saiu para a guerra. O Senhor entregou-lhe Cusã-Rasataim, rei da Mesopotâmia, e sua mão triunfou sobre ele.

11. A terra teve quarenta anos de descanso, até que Otoniel, filho de Cenez, morreu.

12. Os israelitas fizeram de novo o mal aos olhos do Senhor. Por isso, o Senhor excitou contra eles Eglon, rei de Moab, porque tinham feito o mal aos seus olhos.

13. Eglon aliou-se aos filhos de Amon e de Amalec, e pôs-se em marcha contra Israel; derrotou-o e apoderou-se da cidade das Palmeiras.

14. E os israelitas estiveram sujeitos a Eglon, rei de Moab, por dezoito anos.

15. Os filhos de Israel clamaram ao Senhor, que lhes suscitou um libertador na pessoa de Aod, o canhoto, filho de Gera, benjaminita. Os filhos de Israel mandaram, por meio dele, um presente a Eglon, rei de Moab.

16. Aod mandou fazer para si uma espada de dois gumes, de um côvado de comprimento, e a levava debaixo de suas vestes, apoiada na coxa direita.

17. Ele veio e ofereceu o presente a Eglon, rei de Moab, que era muito gordo.

18. Terminada a cerimônia, levou os homens que tinham trazido o presente

19. até as estelas próximas de Gálgala. Voltou ao rei e disse-lhe: “Senhor, tenho uma palavra a dizer-te”. “Silêncio” – ordenou o rei; e todos os seus familiares se retiraram.

20. Aod entrou; o rei estava assentado, só, no seu quarto de verão. “Tenho a dizer-te uma palavra da parte do Senhor” – disse Aod. O rei levantou-se do seu trono.

21. E logo tomou Aod com a mão esquerda a espada que trazia na coxa direita e cravou-a no ventre

22. com tanta força que o próprio cabo entrou após a lâmina e ficou coberto, devido à grande quantidade de gordura. E não retirou do ventre sua espada, cuja lâmina saía por detrás.

23. Aod saiu pela galeria, depois de ter fechado bem atrás de si as portas do quarto de cima, deixando-as trancadas.

24. E, tendo ele partido, notaram os servos do rei que as portas estavam fechadas: “Sem dúvida – disseram – estará fazendo suas necessidades, em seu quarto de verão”.

25. Mas, depois de esperarem muito tempo, ficaram alarmados. Vendo que a porta de cima não se abria, tomaram a chave, abriram-na e encontraram o seu senhor morto e estendido por terra.

26. Enquanto isso, Aod fugiu para além das estelas, e foi para Seira.

27. Logo que chegou à montanha de Efraim, tocou a trombeta e os filhos de Israel desceram da montanha com ele.

28. “Segui-me – disse-lhes ele – porque o Senhor entregou-vos os moabi­tas, vossos inimigos.” Eles o seguiram e ocuparam os vaus do Jordão, por onde se vai a Moab, de modo a não deixar passar ninguém.

29. Mataram então cerca de dez mil homens, todo o escol e todo o vigor de Moab; ninguém escapou.

30. Naquele dia, foi Moab humilhado sob a mão de Israel. E a terra teve um descanso de oitenta anos.

31. Depois de Aod, Samgar, filho de Anat, derrotou seiscentos filisteus com um aguilhão de bois. Samgar também foi um libertador para Israel.


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Temas relacionados com Juízes, 3:

Juízes, 2

Leia agora os Versículos de Juízes, 2 do livro Juízes, versão Bíblia Ave Maria.

1. O anjo do Senhor subiu de Gálgala a Boquim e disse: “Eu vos fiz subir do Egito e vos conduzi a esta terra que eu tinha prometido com juramento a vossos pais. E vos tinha dito: ‘Jamais hei de romper a aliança que fiz convosco;

2. vós, porém, não fareis aliança com os habitantes desta terra e lançareis por terra os seus altares!’. Ora, vós não obedecestes à minha voz.

3. Por que fizestes isso? Por essa razão eu disse: ‘Não os expulsarei de diante de vós; eles permanecerão ao vosso lado e os seus deuses vos serão um laço’.”

4. Ao dizer o anjo do Senhor essas palavras aos filhos de Israel, o povo pôs-se a chorar.

5. Pelo que chamaram àquele lugar Boquim, e ofereceram ali sacrifícios ao Senhor.*

6. Josué despediu o povo, e os israelitas foram cada um para a sua herança, a fim de tomar posse da terra.

7. Durante toda a vida de Josué e dos anciãos que lhe sobreviveram, e que tinham testemunhado a grande obra que o Senhor tinha feito em favor de Israel, o povo serviu o Senhor.

8. Josué, filho de Nun, servo do Senhor, morreu com a idade de cento e dez anos.

9. Sepultaram-no no território de sua possessão, em Tamnat-Hares, na montanha de Efraim, ao norte do monte de Gaás.

10. Toda aquela geração foi também se unir a seus pais, e sucedeu-lhe outra que não conhecia o Senhor, nem o que ele tinha feito em favor de Israel.

11. Os israelitas fizeram então o mal aos olhos do Senhor e serviram a Baal.*

12. Abandonaram o Senhor, Deus de seus pais, que os tinha tirado do Egito, e seguiram outros deuses, os dos povos que habitavam em torno deles; prostraram-se diante deles, excitando assim a cólera do Senhor.

13. Abandonaram o Senhor para servirem a Baal e às Astarot.*

14. A cólera do Senhor inflamou-se contra Israel, e ele entregou-os nas mãos de piratas, que os despojaram, e vendeu-os aos inimigos dos arredores, de sorte que não puderam mais resistir-lhes.

15. Para onde quer que fossem, a mão do Senhor estava contra eles para fazer-lhes mal, como o Senhor lhes tinha dito e jurado e, com isso, viram-se em grande aflição.

16. (Entretanto), o Senhor suscitava-lhes juízes que os livraram das mãos dos opressores,

17. mas nem mesmo os seus juízes ouviam e continuavam prostituindo-se a outros deuses, adorando-os. Abandonaram depressa o caminho que tinham seguido seus pais, na obediência aos mandamentos do Senhor e não os imitaram.

18. Ora, quando o Senhor suscitava juízes, ele estava com o juiz para livrá-los de seus inimigos enquanto vivesse o juiz: o Senhor compadecia-se dos gemidos que soltavam diante de seus inimigos e de seus opressores.

19. Mas, depois que o juiz morria, corrompiam-se e se tornavam ainda piores do que seus pais, seguindo outros deuses, servindo-os e adorando-os; e não renunciavam aos seus crimes e à sua obstinação.

20. Inflamou-se, pois, contra Israel a cólera do Senhor: “Visto que este povo violou o meu pacto – dizia ele – a aliança que eu tinha feito com seus pais, e não obedeceram à minha voz,

21. também eu não expulsarei de diante deles nenhuma das nações que Josué deixou ao morrer”.

22. Por elas, queria o Senhor provar os israelitas, e ver se eles seguiriam ou não o caminho do Senhor, como o tinham feito seus pais.

23. E o Senhor deixou subsistir todas essas nações que não tinha entregue nas mãos de Josué, e não as quis expulsar logo.


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Temas relacionados com Juízes, 2:

Juízes, 1

Leia agora os Versículos de Juízes, 1 do livro Juízes, versão Bíblia Ave Maria.

1. Depois da morte de Josué, os israe­­litas consultaram o Senhor: “Quem dentre nós será o primeiro a combater os cana­neus?”.

2. O Senhor respondeu: “Judá, pois eu entregarei a terra nas suas mãos”.

3. Então, Judá disse a Simeão, seu irmão: “Vem comigo à terra que me coube por sorte, para combatermos contra os cana­neus. Depois irei contigo à tua terra”. Simeão partiu com ele.

4. Judá travou combate e o Senhor entregou-lhe os cananeus e os ferezeus; derrotaram dez mil homens em Bezec.

5. Ali encontraram Adonibezec, atacaram-no e derrotaram os cananeus e os ferezeus.

6. Adonibezec fugiu, mas eles o perseguiram, prenderam-no e cortaram-lhe os polegares das mãos e dos pés.

7. Adonibezec disse: “Setenta reis, com os polegares das mãos e dos pés cortados, apanhavam debaixo de minha mesa as migalhas da comida. Como eu fiz, assim Deus me faz”. E conduziram-no a Jerusalém, onde morreu.

8. Os juditas atacaram Jerusalém e a tomaram. Passaram os seus habitantes a fio da espada e incendiaram a cidade.

9. Desceram dali e combateram os cana­neus das montanhas, do Negueb e da planície.

10. Judá marchou contra os cananeus de Hebron (chamada antigamente Cariat-Arbe) e derrotou Sesai, Ai­mã e Tolmai.

11. Marchou depois contra os habitantes de Dabir, que antigamente se chamava Cariat-Sefer.

12. Caleb tinha dito: “Àquele que combater e tomar Cariat-Sefer darei por mulher minha filha Acsa”.

13. Otoniel, filho de Cenez, irmão mais novo de Caleb, tomou a cidade; e Caleb deu-lhe sua filha Acsa por mulher.

14. Chegando Acsa à casa de seu marido, ele moveu-a a que pedisse um campo ao seu pai. E pela segunda vez ela saltou de seu jumento e Caleb disse-lhe: “Que tens?”.

15. “Dá-me –, respondeu ela – um presente. Instalaste-me em uma terra árida; dá-me também fontes de água!” E Caleb deu-lhe as fontes superiores e inferiores.

16. Os filhos de Hobab, o quenita, cunhado de Moisés, subiram da cidade das Palmeiras com os juditas, no deserto de Judá, ao sul de Arad, e vieram estabelecer-se com o povo.*

17. Judá prosseguiu sua marcha com Simeão, seu irmão, e derrotaram os cananeus de Sefat. Votaram a cidade ao interdito e ela recebeu o nome de Horma.*

18. Judá tomou também Gaza e seu território, bem como Ascalon e Acaron com seus territórios.

19. O Senhor estava com Judá, e ele conquistou a montanha; porém, não pôde despojar os habitantes da planície que possuíam carros de ferro.

20. Conforme o que Moisés tinha dito, deram Hebron a Caleb, que expulsou dela os três filhos de Enac.

21. Os benjaminitas não exterminaram os jebuseus de Jerusalém; por isso, os jebuseus habitaram em Jerusalém com os benjaminitas até o presente.

22. A família de José marchou também contra Betel, e o Senhor esteve com eles.

23. E quando exploravam Betel, que antes se chamava Luza,

24. viram um homem que saía da cidade e disseram-lhe: “Mostra-nos por onde se pode entrar na cidade e usaremos de misericórdia contigo”.

25. Ele indicou-lhes a entrada. Eles passaram a localidade a fio de espada, poupando, porém, aquele homem com a sua família.

26. Esse emigrou para a terra dos hiteus, onde construiu uma cidade, à qual pôs o nome de Luza, como é chamada ainda hoje.

27. Manassés não expulsou os habitantes de Betsã com suas aldeias, nem os de Tanac, de Dora, de Jeblam, de Meguido, com suas aldeias, porque os cananeus estavam decididos a ocupar essa terra.

28. Quando se tornaram mais fortes, os israelitas fizeram-nos tributários, mas não os despojaram.

29. Efraim não expulsou os cananeus de Gezer, os quais continuaram a habitar em Gezer, no meio de Efraim.

30. Zabulon não expulsou os habitantes de Cetron, nem os de Naalol; e os cananeus continua­ram a habitar no meio de Zabulon, embora sujeitos ao tributo.

31. Aser não expulsou os habitantes de Aco, nem os de Sidon, nem os de Aalab, de Acazib, de Helba, de Afec e de Roob;

32. os filhos de Aser estabeleceram-se entre os cananeus, habitantes daquela terra, não podendo expulsá-los.

33. Neftali não expulsou os habitantes de Bet-Sames, nem os de Bet-Anat, e estabeleceu-se entre os cananeus, habitantes daquela terra; os betsamitas e os betanitas ficaram-lhe tributários.

34. Os amorreus repeliram os danitas para a montanha, e não lhes permitindo descer para a planície.

35. Persistiram em ficar em Ar-Hares, em Aialon e em Sale­bim; mas a mão da casa de José prevaleceu sobre eles e tiveram de pagar o tributo.

36. O território dos amorreus estendia-se desde a costa de Acrabim e de Sela, para o norte.


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Temas relacionados com Juízes, 1:

Rute, 4

Leia agora os Versículos de Rute, 4 do livro Rute, versão Bíblia Ave Maria.

1. Foi Booz à porta da cidade e sentou-se ali. Vendo passar o homem que tinha o direito de resgate, do qual falara, chamou-o e disse-lhe: “Vem cá um pouco; senta-te aqui”. O homem veio e sentou-se.

2. Escolhendo então Booz dez homens dentre os anciãos da cidade, disse-lhes: “Sentai-vos aqui”.

3. Estando eles sentados, Booz dirigiu-se ao parente próximo, falando-lhe nestes termos: “Noemi, que voltou da terra de Moab, está para vender a parte no campo que pertencia ao nosso parente Elimelec.

4. Eu quis informar-te disso e propor-te que a compres diante dos anciãos do meu povo aqui presentes. Se queres usar do teu direito de resgate, faze-o; do contrário, dize-me, para que eu saiba o que devo fazer, porque vens em primeiro lugar, mas depois de ti é a mim que cabe esse direito”. “Eu quero usar do meu direito – respondeu o homem –.

5. “Comprando essa terra da mão de Noemi – continuou Booz – adquires ao mesmo tempo Rute, a moabita, mulher do defunto para conservar o nome do defunto, em sua herança.”

6. “Nesse caso – respondeu aquele homem –, não a posso resgatar por minha própria conta, porque isso viria prejudicar o meu patrimônio. Usa tu do meu privilégio, porque não o posso fazer.”

7. Outrora, era costume em Israel, nos casos de resgate ou de sub-rogação, que o homem tirasse o calçado e o desse ao outro para validade da transação; isso servia de ratificação.

8. O parente próximo disse, pois, a Booz: “Compra-a para ti”, e tirou o calçado.

9. Booz disse aos anciãos e a todo o povo: “Vós sois hoje testemunhas de que comprei da mão de Noemi tudo o que pertencia a Elimelec, a Quelion e a Maalon.

10. Com isso, adquiro ao mesmo tempo Rute, a moabita, por mulher, viúva de Maalon, para conservar o nome do defunto em sua herança e para que esse nome não se apague de entre os seus parentes e no povo da cidade. Disso sois hoje testemunhas”.

11. Então, todo o povo que estava na porta e todos os anciãos responderam: “Somos testemunhas! O Senhor torne essa mulher que entra na tua casa semelhante a Raquel e a Lia, que fundaram a casa de Israel! Sê feliz em Éfrata, adquire um nome em Belém!

12. Que a tua casa se torne como a casa de Farés, que Tamar deu à luz a Judá, pela posteridade que te der o Senhor por esta jovem”.

13. Booz tomou, pois, Rute, que se tornou sua mulher. Aproximou-se dela e o Senhor concedeu-lhe a graça de conceber e dar à luz um filho.

14. As mulheres diziam a Noemi: “Bendito seja Deus, que não te recusou um libertador neste dia. Que o teu nome seja um dia célebre em Israel!.

15. Ele te dará a vida e será o sustentáculo de tua velhice, porque tua nora, aquela que o gerou é que te ama e é para ti mais preciosa que sete filhos!”.

16. Noemi, tomando o menino, colo­cou-o no seu regaço e fazia-lhe as vezes de ama.

17. Suas vizinhas deram-lhe nome, dizendo: “Nasceu um filho a Noemi”. E chamaram ao menino Obed. Este foi pai de Jessé, e pai de Davi.

18. Esta é a posteridade de Farés: Farés gerou Hesron;

19. Hesron gerou Ram; Ram gerou Abinadab;

20. Abinadab gerou Naasson; Naasson gerou Salmon;

21. Salmon gerou Booz; Booz gerou Obed;

22. Obed gerou Jessé; Jessé gerou Davi.


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Temas relacionados com Rute, 4:

Rute, 3

Leia agora os Versículos de Rute, 3 do livro Rute, versão Bíblia Ave Maria.

1. Noemi, sua sogra, disse-lhe: “Minha filha, é preciso que eu te assegure uma existência tranquila, para que sejas feliz.

2. Este Booz, nosso parente, cujas servas seguiste, deverá joeirar esta tarde a cevada de sua eira.

3. Lava-te, unge-te, põe tuas melhores vestes e desce à eira, mas não te deixes reconhecer por ele antes que ele tenha acabado de comer.

4. Quando for dormir, observa o lugar em que dorme. Entra, então, levanta a cobertura de seus pés e deita-te! Ele mesmo te dirá o que deves fazer”.

5. “Farei – disse ela – tudo o que me indicas.”

6. Ela desceu à eira e fez tudo o que sua sogra lhe tinha recomendado.

7. Booz comeu e bebeu e o seu coração tornou-se alegre. Depois disso, foi e deitou-se junto de um monte de feixes. Rute aproximou-se de mansinho, levantou o manto de seus pés e deitou-se também.

8. Pelo meio da noite, o homem despertou, de repente, voltou-se e viu uma mulher deitada a seus pés.

9. “Quem és tu?” – perguntou-lhe ele –. “Eu sou Rute, tua serva” – respondeu ela –. “Estende o teu manto sobre a tua serva, porque tens o direito de resgate.”

10. Ele disse: “Deus te abençoe, minha filha. Esta tua última bondade vale mais que a primeira, porque não buscaste jovens, pobres ou ricos.

11. Agora, minha filha, não temas. Tudo o que disseres eu te farei, porque todos em Belém sabem que és uma mulher virtuosa.

12. Tenho, realmente, o direito de resgate, mas há outro mais próximo parente do que eu.

13. Passa aqui esta noite. Amanhã, se ele quiser usar de seu direito de resgate sobre ti, está bem, que o faça. Do contrário, eu o farei; juro pelo Senhor! Dorme, pois até pela manhã”.

14. Ela ficou deitada aos seus pés até de madrugada. Levantou-se quando ainda não se podiam distinguir as pessoas. Booz tinha dito: “Não é bom que se saiba ter esta mulher entrado na eira”.

15. E acrescentou: “Estende o manto que tens sobre ti e segura-o”. Ela estendeu-o e Booz encheu-o com seis medidas de cevada, que lhe pôs às costas. Em seguida, ela voltou à cidade.

16. Rute voltou para junto de sua sogra, que lhe disse: “Como vais, minha filha?”. Rute contou-lhe então tudo o que aquele homem fizera por ela. E acrescentou:

17. “Ele deu-me estas seis medidas de cevada, dizendo-me: ‘Não voltarás com as mãos vazias para a tua sogra’.”

18. “Espera, minha filha – retomou Noemi –, até sabermos como vai terminar tudo isso. Esse homem não descansará enquanto não tiver resolvido esse assunto e o fará hoje mesmo.”


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Temas relacionados com Rute, 3:

Rute, 2

Leia agora os Versículos de Rute, 2 do livro Rute, versão Bíblia Ave Maria.

1. Noemi tinha um parente, por parte de seu marido, homem poderoso e rico da família de Elimelec, chamado Booz.

2. Rute, a moabita, disse a Noemi: “Pe­ço-te que me deixes ir respigar nos campos de quem me quiser acolher favoravelmente”. “Vai, minha filha” – respondeu-lhe ela.

3. Rute partiu, pois, e entrou num campo, atrás dos segadores. Ora, aconteceu que aquele era justamente o campo de Booz, parente de Elimelec.

4. Booz acabava de voltar de Belém e saudou os segadores: “O Senhor esteja convosco!”. “Deus te abençoe” – responderam eles.

5. Booz dirigiu-se ao servo que tomava conta dos segadores: “Quem é esta moça?”.

6. “Esta é uma jovem moabita – res­pondeu ele – que veio com Noemi da terra de Moab.

7. Pediu-nos que a deixássemos respigar entre os feixes de trigo e apanhar as espigas atrás dos segadores. Está, aí, sempre de pé, desde a manhã até agora. Nesse momento, ela descansa um pouco sob a tenda.”

8. Booz disse a Rute: “Ouve, minha filha: não vás respigar em outro campo, nem te afastes daqui, mas junta-te com minhas servas.

9. Olha em que campo vão ceifar e segue-as. Proibi aos meus servos que te molestassem. Se tiveres sede, vai ao cântaro e bebe da água que elas tiverem buscado”.

10. Rute, caindo aos seus pés, prostrou-se por terra: “De onde me vem a dita – disse ela – de que te interesses por mim, uma estrangeira?”.

11. “Contaram-me – repli­cou Booz – tudo o que fizeste por tua sogra de­pois que morreu o teu marido, como deixaste teu pai, tua mãe e a tua pátria e vieste para um povo que antes não conhecias.

12. O Senhor te remunere pelo bem que fizeste e recebas uma plena recompensa do Senhor, Deus de Israel, sob cujas asas te acolheste!”

13. Ela respondeu: “Encontre eu graça diante dos teus olhos, meu senhor, pois me consolaste e encorajaste a tua serva, ainda que eu não seja como uma de tuas escravas”.

14. À hora de comer, Booz disse-lhe: “Vem, come tua parte do pão e molha o teu bocado no vinagre”. Ela assentou-se ao lado dos segadores e Booz ofereceu-lhe grão torrado. Ela comeu até ficar satisfeita e guardou o resto. Levantou-se em se­guida e recomeçou a respigar.

15. Booz disse aos seus servos: “Deixai-a respigar mesmo entre os feixes e não a molesteis.

16. Deixai cair de vossos feixes, como por descuido, algumas espigas e deixai-as para que ela as apanhe; sobretudo, não a censu­rais de forma alguma”.

17. Rute esteve, pois, respigando no cam­po até a tarde; tendo depois batido as espigas que tinha colhido, encontrou quase um efá de cevada.

18. Carregando a cevada, entrou na cidade e sua sogra viu o que ela tinha colhido. Rute tirou então o que lhe sobrou de seu almoço e ofereceu à sogra.

19. Noemi perguntou-lhe: “Onde respigaste hoje?”. “Onde trabalhaste? Bendito seja quem te acolheu!” Ela contou à sua sogra em que propriedade tinha trabalhado. “O homem – disse ela – em cuja terra trabalhei hoje chama-se Booz.”

20. “Bendito seja ele do Senhor – respondeu Noemi – porque mostrou-se misericordio­so tanto para com os vivos como para com os mortos.” E acrescentou: “Esse homem é nosso parente próximo, um dos que têm direito de resgate sobre nós”.

21. “Ele disse-me também – continuou Rute –, a moabita, que ficasse com os seus servos até que se acabasse toda a ceifa.”

22. Noemi respondeu-lhe: “É melhor, minha filha, que sigas as suas servas e que não te encontrem noutro campo”.

23. Ela ficou, pois, com as servas de Booz, respigando até o fim da ceifa da cevada e do trigo. E morava com a sua sogra.


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Temas relacionados com Rute, 2:

Rute, 1

Leia agora os Versículos de Rute, 1 do livro Rute, versão Bíblia Ave Maria.

1. No tempo que governavam os juízes, sobreveio uma fome na terra. Um homem partiu de Belém de Judá, com sua mulher e seus dois filhos, indo morar nos campos de Moab.

2. Chamava-se Elimelec e sua mulher Noemi; seus dois filhos chamavam-se Maalon e Quelion; eram efra­teus de Belém de Judá. Chegados à terra de Moab, estabeleceram-se ali.

3. Elimelec, marido de Noemi, morreu, deixando-a com seus dois filhos.

4. Estes casaram com mulheres moabitas, chamadas uma Orfa e outra Rute. Viveram lá aproximadamente dez anos.

5. Maalon e Quelion morreram ficando Noemi só, sem seus dois filhos e sem seu marido.

6. Então, levantou-se Noemi e partiu da região de Moab com suas duas noras, porque ouviu dizer que o Senhor tinha visitado o seu povo e lhe tinha dado pão.

7. Deixou, pois, aquele lugar onde habitara com suas duas noras e pôs-se a caminho de volta para a terra de Judá.

8. “Ide, voltai para a casa de vossa mãe – disse ela às suas noras –. O Senhor use convosco de misericórdia, como vós usastes com os que morreram e comigo!

9. Que ele vos conceda paz em vossos lares, cada uma em casa de seu marido!” E beijou-as. Elas puseram-se a chorar:

10. “Nós iremos contigo para o teu povo – disseram elas.

11. “Ide, minhas filhas – replicou Noemi –. Por que haveis de vir comigo? Porventura, tenho eu ainda em meu seio filhos que possam tornar-se vossos maridos?

12. Voltai, minhas filhas, porque já estou demasiado velha para casar-me de novo. E ainda que eu tivesse alguma esperança e que esta noite mesmo me fosse dado ter marido e viesse a gerar filhos,

13. haveríeis de esperá-los crescer, sem vos casardes de novo, até que se tornassem grandes? Não, minhas filhas, minha dor é muito maior do que a vossa, porque a mão do Senhor pesou sobre mim”.

14. Então, elas desataram de novo a chorar. Orfa beijou a sua sogra, porém Rute não quis separar-se dela.

15. “Eis que tua cunhada voltou para o seu povo e para os seus deuses – disse-lhe Noemi –. “Vai com ela!”

16. “Não insistas comigo – respondeu Rute – para que eu te dei­xe e me vá longe de ti. Aonde fores, eu irei; onde habitares, eu habitarei. O teu povo é meu povo e o teu Deus, meu Deus.

17. Na terra em que morreres, quero também eu morrer e aí ser sepultada. O Senhor trate-me com todo o rigor, se outra coisa, a não ser a morte, me separar de ti!”

18. Ante tal resolução, Noemi não insistiu mais.

19. Seguiram juntas o seu caminho até Belém. Ali chegando, comoveu-se toda a cidade e as mulheres diziam: “Eis aí Noe­mi!”.

20. “Não me chameis mais Noemi – replicou ela –, mas chamai-me Mara, porque o Todo-poderoso me encheu de amargura.

21. Parti com as mãos cheias e o Senhor fez-me voltar com as mãos vazias. Por que me chamais Noemi, se o Senhor se declarou contra mim e o Onipotente me inundou de aflição?”.

22. Foi assim que voltaram dos campos de Moab, Noemi e sua nora Rute, a moabita. Chegaram a Belém, quando começava a colheita da cevada.


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Temas relacionados com Rute, 1:

1 Samuel, 31

Leia agora os Versículos de 1 Samuel, 31 do livro 1 Samuel, versão Bíblia Ave Maria.

1. Entretanto, os filisteus atacaram Israel e os israelitas fugiram diante deles, caindo feridos de morte no monte de Gelboé.

2. Os filisteus investiram contra Saul e seus filhos, matando Jônatas, Abinadab e Melquisua, filhos de Saul.

3. A violência do combate concentrou-se contra Saul. Os arqueiros descobriram-no e ele foi ferido no ventre.*

4. Disse ao seu escudeiro: “Tira a tua espada e traspassa-me para que não o venham fazer esses incircuncisos, ultrajando-me!”. Mas o escudeiro não o quis fazer, porque se apoderou dele um grande terror. Então tomou Saul a sua espada e jogou-se sobre ela.

5. O escudeiro, vendo que Saul estava morto, arremessou-se também ele sobre a sua espada e morreu com ele.

6. Assim, morreram naquele mesmo dia, Saul e seus três filhos, seu escudeiro e todos os seus homens.

7. Os israelitas que moravam além do vale e além do Jordão, vendo a derrota do exército de Israel e a morte de Saul com seus filhos, abandonaram as suas cidades e fugiram; e os filisteus vieram e estabeleceram-se nelas.

8. No dia seguinte, vieram os filisteus para despojar os cadáveres e encontraram Saul e seus três filhos caídos no monte Gelboé.

9. Cortaram-lhe a cabeça, despojaram-no de suas armas e as enviaram por toda a terra dos filisteus, para que se publicasse essa boa-nova nos templos de seus ídolos e entre o povo.

10. Puseram as armas de Saul no templo de Astarte e suspenderam o seu cadáver nos muros de Betsã.

11. Quando os habitantes de Jabes em Galaad souberam do que os filisteus tinham feito a Saul,

12. puseram-se a caminho os mais valentes dentre eles e andaram toda a noite. Tiraram das muralhas de Betsã os cadáveres de Saul e de seus filhos e voltaram a Jabes, onde os queimaram.

13. Tomaram os ossos e os enterraram debaixo da tamareira, em Jabes. Depois disso jejuaram sete dias.


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Temas relacionados com 1 Samuel, 31:

1 Samuel, 30

Leia agora os Versículos de 1 Samuel, 30 do livro 1 Samuel, versão Bíblia Ave Maria.

1. Tendo Davi e seus homens chega-do a Siceleg ao terceiro dia, com sua tropa, tinham os amalecitas feito uma incursão no Negueb e em Siceleg, ferindo e incendiando a cidade.

2. Haviam tomado as mulheres e todos os que ali se achavam, desde o menor até o maior; não mataram ninguém, mas levaram todos cativos para a sua terra.

3. Davi e seus homens, ao chegarem, encontraram a cidade incendiada e suas mulheres, filhos e filhas levados cativos.

4. Por isso, choraram até não poder mais.

5. As duas mulheres de Davi, Aqui­noam de Jezrael e Abigail de Carmelo, viúva de Nabal, estavam também presas.

6. Davi afligiu-se em extremo, porque os seus queriam apedrejá-lo, estando todos amargurados por causa da perda de seus filhos e filhas. Mas Davi se reconfortou no Senhor, seu Deus.

7. E disse ao sacerdote Abiatar, filho de Abimelec: “Traze-me o efod”. Abiatar trouxe-lhe o efod.

8. Davi consultou o Senhor: “Devo perseguir essa gente? Vou alcançá-la?”. “Persegue-os – respondeu o Senhor –; tu os alcançarás certamente e os vencerás.”

9. Davi pôs-se em marcha com os seiscentos homens de sua tropa e chegaram à torrente de Besor, onde ficaram os que já estavam esgotados.

10. Davi prosseguiu a perseguição com quatrocentos homens, pois duzentos tinham ficado atrás, estando por demais cansados para poderem atravessar a torrente de Besor.

11. Encontraram no campo um egípcio e levaram-no a Davi. Deram-lhe pão para comer, água para beber,

12. um pedaço de torta de figos secos e duas tortas de uvas secas. Ele comeu e recobrou as forças, porque havia três dias e três noites que nada tinha comido nem bebido.

13. Davi disse-lhe: “Quem és tu e de onde és?”. “Eu sou um escravo egípcio – respondeu ele – a serviço de um amalecita. Meu senhor abandonou-me há três dias porque caí doen­te.

14. Fizemos uma incursão no Negueb dos cereteus, no território de Judá, no Negueb de Caleb e incendiamos Siceleg”.

15. Davi disse-lhe: “Queres conduzir-me a esse bando?”. “Jura-me pelo nome de Deus – respondeu o homem – que não me matarás, nem me entregarás ao meu senhor e eu te guiarei até esse bando.”

16. Guiados pelo egípcio, alcançaram-nos. Os amalecitas estavam espalhados por todo o campo, comendo, bebendo e festejando por causa da enorme presa que tinham tomado na terra dos filisteus e de Judá.

17. Davi feriu-os do romper do dia à tarde do dia seguinte e só escaparam quatrocentos homens, que fugiram montados em camelos.

18. Recobrou Davi tudo o que os amalecitas tinham tomado, salvando também as suas duas mulheres.

19. E não faltou ninguém, nem pequeno nem grande, nem filho nem filha, nem o que quer que seja do espólio que tinham levado: Davi reconduziu tudo de volta.

20. E tomou também todos os rebanhos e manadas, diante dos quais iam os homens, gritando: “Eis a presa de Davi!”.

21. Foi, pois, Davi juntar-se aos duzentos homens deixados na torrente de Besor, por estarem cansados demais para segui-lo. E eles vieram ao encontro de Davi e de sua tropa e Davi saudou-os ao chegar junto deles.

22. Todos os malvados, porém, todos os maus elementos que se encontravam na tropa de Davi começaram a dizer: “Visto que eles não foram conosco, nada lhes daremos do espólio recuperado, salvo, a cada um, a sua mulher e seus filhos. Que os tomem e se retirem!”.

23. “Não façais assim, meus irmãos – interveio Davi – com o que o Senhor nos deu, depois de nos ter protegido e nos ter entregue nas mãos a tropa que se tinha levantado contra nós!

24. Quem poderia aceitar a proposta que fazeis? A parte dos que ficaram junto às bagagens será a mesma que a daqueles que foram ao combate. Eles compartilharão.”

25. A partir daquele dia, estabeleceu Davi em Israel esse costume e esse direito que subsiste ainda hoje.

26. De volta a Siceleg, enviou Davi uma parte do espólio aos anciãos de Judá, seus amigos, com esta mensagem: “Eis um presente para vós, proveniente do espólio tomado aos inimigos do Senhor”.

27. Enviou igualmente uma parte aos de Betel, de Ramá, do Negueb,

28. de Jeter, de Aroer, de Sefamot, de Estemo,

29. de Racal, aos das cidades dos jerameelitas, aos das cidades dos cineus, aos de Horma,

30. de Bor-Asã, de Atac, de Hebron e de todos os lugares por onde Davi tinha passado com seus homens.


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Temas relacionados com 1 Samuel, 30:

1 Samuel, 29

Leia agora os Versículos de 1 Samuel, 29 do livro 1 Samuel, versão Bíblia Ave Maria.

1. Reuniram os filisteus todas as suas forças em Afec, estando os israelitas acampados junto à fonte de Jezrael.

2. Os príncipes dos filisteus iam à frente com suas tropas, divididas em companhias de cem e de mil homens. Davi e sua gente caminhavam na retaguarda com Aquis.

3. Os chefes dos filisteus disseram: “Quem são esses hebreus?”. “É Davi – respondeu Aquis –, servo de Saul, rei de Israel, que está em minha companhia há muitos dias e mesmo há muitos anos. Nada tenho a censurar-lhe desde o dia em que se refugiou junto de mim até hoje.”

4. Furiosos, os chefes dos filisteus disseram-lhe: “Vá-se embora esse homem; manda que ele volte ao lugar que lhe marcaste, mas que não desça conosco à batalha; não suceda que se volte contra nós no meio do combate. Pois como poderia ele ganhar melhor as graças de seu amo, do que ao preço das cabeças de nossos homens?

5. Não é ele porventura aquele Davi, do qual se cantava dançando: ‘Saul matou seus milhares mas Davi seus dez milhares?’.”

6. Aquis chamou Davi e disse-lhe: “Viva Deus! Tu és um homem reto e teu proceder comigo no acampamento me parece justo. Até hoje nada tive a censurar-te desde que chegaste à minha casa. Mas não és bem visto pelos príncipes.

7. Retira-te, pois, e vai em paz, para não descontentar os príncipes dos filisteus”.

8. Davi disse a Aquis: “Mas, que fiz eu? Que achaste de censurável no teu servo, desde o dia em que cheguei à tua casa até hoje, para que eu não vá combater contra os inimigos do rei, meu senhor?”.

9. “Eu o sei – respondeu Aquis –; “tens sido bom para comigo, como um anjo do Senhor. Mas os chefes dos filisteus é que não querem que vás com eles ao combate.

10. Amanhã cedo, portanto, parti, tu e os servos de teu senhor que te seguiram. Ide, parti bem cedo, ao clarear do dia.”

11. Davi e os seus homens levantaram-se de madrugada e voltaram à terra dos filisteus. Estes, porém, subiram a Jezrael.


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Temas relacionados com 1 Samuel, 29:

1 Samuel, 28

Leia agora os Versículos de 1 Samuel, 28 do livro 1 Samuel, versão Bíblia Ave Maria.

1. Por aquele tempo, os filisteus mobilizaram suas tropas em um só exército para combater contra Israel. Aquis disse a Davi: “Sabe que virás comigo à guerra, tu e os teus homens”.

2. Davi respondeu: “Tu verás do que é capaz o teu servo”–. “Pois bem – disse Aquis –, confio-te para sempre a guarda de minha pessoa!”

3. Samuel tinha falecido e todo o Israel o chorara. Tinham-no sepultado em Ramá, sua cidade. E Saul expulsara da terra os necromantes, os feiticeiros e os adivinhos.

4. Os filisteus mobilizados vieram acampar em Sunam, enquanto Saul ajuntava os israelitas, acampando em Gelboé.

5. Ao ver o acampamento dos filisteus, Saul inquietou-se e teve grande medo.

6. E consultou o Senhor, o qual não lhe respondeu nem por sonhos, nem pelo urim, nem pelos profetas.

7. O rei disse aos seus servos: “Procu­rai-me uma necromante para que eu a consulte”. “Há uma em Endor – responderam-lhe.

8. Saul disfarçou-se, tomou outras vestes e pôs-se a caminho com dois homens. Chegaram, à noite, à casa da mulher. Saul disse-lhe: “Predize-me o futuro, evocando um morto; faze-me vir aquele que eu te designar”.

9. Respondeu-lhe a mulher: “Tu bem sabes o que fez Saul, como expulsou da terra os necromantes e os adivinhos. Por que me armas ciladas para matar-me?”.

10. Saul, porém, jurou-lhe pelo Senhor: “Por Deus – disse ele –, não te acontecerá mal algum por causa disso”.

11. Disse-lhe então a mulher: “A quem evocarei?”. “Evoca-me Samuel.”

12. E a mulher, tendo visto Samuel, soltou um grande grito: “Por que me enganaste? – disse ela ao rei –. “Tu és Saul!”

13. E o rei: “Não temas! Que vês?”. A mulher: “Vejo um deus que sobe da terra”.*

14. “Qual é o seu aspecto?” “É um ancião, envolto num manto.” Saul compreendeu que era Samuel e prostrou-se com o rosto por terra.

15. Samuel disse ao rei: “Por que me incomodaste, fazendo-me subir aqui?”. “Estou em grande angústia – disse o rei –. “Os filisteus atacam-me e Deus se retirou de mim, não me respondendo mais, nem por profetas, nem por sonhos. Chamei-te para que me indiques o que devo fazer.”

16. Samuel disse-lhe: “Por que me consultas, uma vez que o Senhor se retirou de ti, tornando-se teu adversário?

17. Fez o Senhor como tinha anunciado pela minha boca: ele tira a realeza de tua mão para dá-la a outro, a Davi.

18. Não obedeceste à voz do Senhor e não fizeste sentir a Amalec o fogo de sua cólera; eis por que o Senhor te trata hoje assim.

19. E mais: o Senhor vai entregar Israel, juntamente contigo, nas mãos dos filisteus. Amanhã, tu e teus filhos estareis comigo e o Senhor entregará aos filisteus o acampamento de Israel”.

20. Saul, atemorizado com as palavras de Samuel, caiu estendido por terra, pois estava extenuado, nada tendo comido todo aquele dia e toda aquela noite.

21. A mulher aproximou-se de Saul e, vendo-o assim extremamente aterrado, disse-lhe: “Tua serva obedeceu-te. Expus minha vida para obedecer à ordem que me deste.*

22. Ouve agora, tu também, a voz de tua serva. Vou dar-te um pouco de alimento para que o comas e tenhas força para retomar o teu caminho”.

23. Saul, porém, recusou: “Não comerei” – disse ele. Entretanto, insistindo com ele seus servos e a mulher, cedeu; levantou-se do chão e sentou-se na cama.

24. A mulher tinha em casa um bezerro cevado. Matou-o depressa e, tomando farinha, amassou-a, fazendo com ela pães sem fermento.

25. Cozeu-os e levou-os a Saul e à sua gente. Tendo comido, levantaram-se e partiram naquela mesma noite.


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Temas relacionados com 1 Samuel, 28:

1 Samuel, 27

Leia agora os Versículos de 1 Samuel, 27 do livro 1 Samuel, versão Bíblia Ave Maria.

1. “Dia virá – pensava Davi –, em que perecerei pelas mãos de Saul! O melhor que posso fazer é refugiar-me na terra dos filisteus. Saul renunciará então a buscar-me por todo o território de Israel e eu lhe escaparei.”

2. Partiu, pois, Davi com seus seiscentos homens e foi para junto de Aquis, filho de Maoc, rei de Gat.

3. Permaneceu junto de Aquis em Gat, ele e sua gente, cada um com sua família. Levou consigo suas duas mulheres, Aquinoam, de Jezrael e Abigail, de Carmelo, viúva de Nabal.

4. Saul, tendo sabido que Davi se refugiara em Gat, desistiu de persegui-lo.

5. Davi disse a Aquis: “Se achei graça aos teus olhos, dá-me um lugar nas cidades do campo, onde eu possa morar. Por que haveria o teu servo de morar contigo na cidade real?”.

6. Aquis deu-lhe Siceleg. Por isso, Siceleg ficou pertencendo aos reis de Judá até o presente.

7. O tempo que Davi passou na terra dos filisteus foi um ano e quatro meses.

8. Davi e os seus homens saíam e faziam incursões entre os gessureus, os gerezeus e os amalecitas, populações que habitavam de longa data a região de Sur até a terra do Egito.

9. Davi assolava a região, sem deixar com vida homem ou mulher. Tomava as ovelhas, os bois, os jumentos, os camelos, as vestes e voltava para Aquis.

10. “Onde fizestes hoje incursão?” – perguntava Aquis. E Davi respondia: “Para o leste de Judá, ou para o sul dos jerameelitas, ou para o sul dos cineus”.

11. Mas não deixava com vida homem ou mulher, para não ter de levá-los a Gat, temendo que o denunciassem, contando a verdade do que ele fazia. Assim o fez durante todo o tempo que passou entre os filisteus.

12. Aquis confiava em Davi: “Ele se torna odioso ao seu povo de Israel – pensava ele – e será para sempre o meu servo”.


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Temas relacionados com 1 Samuel, 27:

1 Samuel, 26

Leia agora os Versículos de 1 Samuel, 26 do livro 1 Samuel, versão Bíblia Ave Maria.

1. Vieram os zifeus novamente ter com Saul, em Gabaá, e disseram-lhe: “Davi está escondido na colina de Aquila, ao oriente do deserto”.

2. Saul desceu ao deserto de Zif com três mil homens de escol, de Israel, para ir em busca de Davi.

3. Acampou na colina de Aquila, ao oriente do deserto, à beira do caminho. Davi, porém, que habitava no deserto, vendo que Saul o tinha seguido até ali,

4. mandou espiões e soube com certeza que ele tinha chegado.

5. Levantou-se então e foi ao lugar onde Saul estava acampado, chegando mesmo a descobrir o local onde o rei se deitava ao lado de Abner, filho de Ner, chefe do seu exército. Saul dormia no acampamento, rodeado de toda a sua gente.

6. Davi disse então a Abimelec, o hiteu e a AbJessé, filho de Sarvia e irmão de Joab: “Quem quer descer comigo ao acampamento de Saul?”. “Eu – respondeu AbJessé – irei contigo”.

7. Davi e AbJessé penetraram, pois, durante a noite no meio das tropas. Saul dormia no acampamento, tendo a sua lança cravada no chão ao lado de sua cabeceira. Abner e sua gente dormiam ao redor dele.

8. AbJessé disse a Davi: “Deus entregou hoje em tuas mãos o teu inimigo; deixa-me cravá-lo por terra de um só golpe de lança, sem precisar de um segundo golpe”.

9. “Não o mates – respondeu Davi –. “Quem poderia impunemente estender a mão contra o ungido do Senhor?”

10. E ajuntou: “Por Deus! Só o Senhor golpeará: ou ele morrerá quando chegar o seu dia, ou perecerá em batalha.

11. Deus me livre de levantar a minha mão contra o ungido do Senhor! Agora, toma a lança que está à sua cabeceira com a bilha de água e vamo-nos”.

12. Apanhou Davi a lança e a bilha de água que estavam à cabeceira de Saul e se foram, sem que ninguém os tivesse visto, ou os advertisse mesmo de leve; mas todos dormiam, porque o Senhor os tinha sepultado em um profundo sono.

13. Davi passou para o outro lado e parou ao longe, no cimo do monte, de forma que havia bastante espaço entre eles.

14. Então bradou aos soldados de Saul e a Abner, filho de Ner: “Não respondes, Abner?”. “Quem és tu – replicou Abner –, que gritas assim para o rei?”

15. Davi disse a Abner: “Afinal, não és tu um homem? Quem é igual a ti em Israel? Por que não guardas o rei, teu senhor, tendo entrado alguém aí para matá-lo?

16. Não é bonito o que fizeste. Por Deus! Mereceis a morte, porque não velastes sobre o vosso senhor, o ungido do Senhor! Olha um pouco onde estão a lança do rei e a bilha de água que estavam junto à sua cabeceira!”.

17. Reconheceu Saul a voz de Davi e disse: “É tua esta voz, ó meu filho Davi?”. Davi respondeu: “Sim, ó rei, meu senhor”.

18. E ajuntou: “Por que o meu senhor persegue o seu servo? Que fiz eu? Que crime cometi?

19. Que o rei, meu senhor, digne-se ouvir as palavras do seu servo: se é o Senhor quem te excita contra mim, receba ele o perfume de uma oferenda! Mas, se são homens, sejam eles malditos dian­te do Senhor; porque me expulsam para tirar minha parte da herança do Senhor! E dizem-me: ‘Vai servir a deuses estranhos!’.

20. Oh! Não corra o meu sangue sobre a terra longe da face do Senhor! O rei de Israel pôs-se em campanha contra uma pulga, como se persegue nos montes uma perdiz!”.

21. Saul disse: “Fiz mal! Volta, meu filho Davi; não te farei mais mal algum, pois que neste dia respeitaste a minha vida. Procedi nesciamente; cometi um grandíssimo pecado”.

22. Davi respondeu: “Eis aqui a lança do rei: venha um de teus homens buscá-la!

23. O Senhor recompensará a cada um segundo a sua justiça e fidelidade. Ele te havia entregue hoje em meu poder, mas não quis estender a minha mão contra o seu ungido.

24. E assim como a tua vida foi preciosa diante de mim, assim seja a minha aos olhos do Senhor e ele me salvará de toda a tribulação”.

25. Saul disse a Davi: “Bendito sejas, meu filho Davi! Tu triunfarás seguramente em todas as tuas empresas!”. Davi retomou o seu caminho e Saul voltou para a sua casa.


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Temas relacionados com 1 Samuel, 26:

1 Samuel, 25

Leia agora os Versículos de 1 Samuel, 25 do livro 1 Samuel, versão Bíblia Ave Maria.

1. Samuel morreu. Todo o Israel se juntou para chorá-lo. Sepultaram-no na sua propriedade em Ramá. E Davi retirou-se para o deserto de Farã.

2. Havia um homem em Maon, cujas propriedades estavam em Carmelo. Era um homem muito rico e possuía três mil ovelhas e mil cabras. Ele encontrava-se então em Carmelo para a tosquia de suas ovelhas.

3. Chamava-se Nabal e sua esposa Abigail, mulher de grande inteligência e formosura. Ele, porém, era grosseiro e mau; descendia de Caleb.

4. Davi, no deserto, sabendo que Nabal tosquiava o seu rebanho,

5. mandou-lhe dez homens com esta ordem: “Subi a Carmelo e dirigi-vos a Nabal,

6. saudando-o em meu nome e dizendo-lhe: Pela vida! A paz seja contigo! Paz à tua casa e paz a todos os teus bens!

7. Soube que há tosquia em tua casa. Ora, os teus pastores estiveram perto de nós e nunca lhes fizemos mal algum. Nada lhes faltou durante todo o tempo que ficaram em Carmelo.

8. Pergunta-o aos teus servos e eles o confirmarão. Que os meus encontrem agora graça aos teus olhos, porque chegamos em um dia de festa. Rogo-te que dês aos teus servos e ao teu filho Davi o que tiveres à mão”.

9. Os homens de Davi foram e repetiram a Nabal todas essas palavras em nome de Davi e ficaram esperando.

10. Nabal, porém, respondeu-lhes: “Quem é Davi? E quem é o filho de Jessé? Há hoje muitos escravos que fogem da casa de seus senhores!

11. Irei eu tomar meu pão, minha água e a carne que preparei para os meus tosquiadores e dá-los a homens que vêm não se sabe de onde?”.

12. Os servos de Davi retomaram o caminho e voltaram. Ao chegarem, contaram tudo ao seu senhor.

13. Então disse Davi aos seus homens: “Cinja cada um a sua espada!”. Todos o fizeram, inclusive Davi. Cerca de quatrocentos homens seguiram Davi, ficando duzentos com as bagagens.

14. Mas Abigail, mulher de Nabal, fora informada por um dos servos de seu marido: “Davi mandou, do deserto, mensageiros para saudar o nosso amo, mas ele os recebeu mal.

15. No entanto, esses homens nos trataram sempre muito bem e jamais nos fizeram mal algum, nem nos causaram prejuízo durante todo o tempo que estivemos com eles no campo.

16. Pelo contrário, serviram-nos de defesa, dia e noite, durante todo o tempo em que estivemos com eles apascentando os rebanhos.

17. Vê, pois, o que tens a fazer, porque nosso amo e toda a sua casa está ameaçada de ruína e ele é um malvado com quem não se pode falar”.

18. Apressou-se então Abigail e tomou duzentos pães, dois odres de vinho, cinco cordeiros preparados, cinco medidas de grão torrado, cem tortas de uvas secas, duzentas de figos secos, e os carregou nos jumentos.

19. E disse aos seus servos: “Ide adiante de mim; eu vos seguirei”. Mas não disse nada a Nabal, seu marido.

20. Quando descia por um caminho secreto da montanha, montada num jumento, encontrou Davi com os seus homens que vinham em sentido inverso.

21. Ora, Davi dizia: “Em vão, pois, guardei tudo o que esse homem possuía no deserto, sem que lhe fosse tirada coisa alguma! E ele paga-me o bem com o mal.

22. Deus trate com todo o seu rigor os inimigos de Davi! E que ele não me poupe, se de hoje até amanhã eu deixar vivo um só homem de tudo o que pertence a Nabal!”.

23. Quando Abigail avistou Davi, desceu prontamente do jumento e prostrou-se com o rosto por terra diante dele.

24. Assim prostrada aos seus pés, disse-lhe: “Sobre mim, meu senhor, caia a culpa! Deixa falar a tua serva e ouve minhas palavras.

25. Que o meu senhor não faça caso desse malvado Nabal, pois ele é bem o que o seu nome indica: Nabal, louco; e ele o é. Mas eu, tua escrava, não vi os homens que o meu senhor mandou.

26. Agora, por Deus e por tua vida, foi o Senhor quem te impediu de derramar sangue e de te vingar por tua mão. Sejam como Nabal os teus inimigos e os que procuram fazer mal ao meu senhor.

27. Aceita, pois, este presente que tua serva trouxe ao meu senhor e reparte-o entre os homens que te seguem.

28. Rogo-te que perdoes a culpa de tua serva. Certamente o Senhor dará à casa de meu senhor uma existência durável, porque o meu senhor combate nas guerras de Deus e nenhum mal te atingirá em todos os dias de tua vida.

29. Se alguém te perseguir ou conspirar contra a tua vida, a alma de meu senhor será guardada no escrínio dos vivos junto do Senhor, teu Deus, enquanto a vida de teus inimigos será lançada pelo Senhor ao longe, como a pedra de uma funda.*

30. Quando o Senhor tiver feito ao meu senhor todo o bem que lhe prometeu e te tiver estabelecido chefe sobre Israel,

31. não terás no coração este pesar, nem este remorso de ter derramado sangue sem motivo e de se ter vingado por si mesmo! Quando o Senhor te tiver feito bem, ó meu Senhor, lembra-te de tua serva”.

32. Davi respondeu a Abigail: “Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, que te mandou hoje ao meu encontro!

33. Bendita seja a tua prudência! E bendita sejas tu mesma, que me impediste hoje de derramar sangue e vingar-me pela minha mão!

34. Mas, pelo Senhor, Deus de Israel, que me impediu de te fazer mal, se não tivesses vindo tão depressa ao meu encontro, nada teria ficado de Nabal até amanhã cedo, nem mesmo o último homem!”.

35. Davi aceitou o que lhe trazia Abigail e ajuntou: “Volta em paz para a tua casa. Vê que te ouvi e te fiz boa acolhida”.

36. Quando Abigail chegou à casa de Nabal, havia lá um grande banquete, um verdadeiro festim de rei. Nabal tinha o coração alegre e estava completamente ébrio. Por isso nada lhe disse, nem pouco nem muito, até o amanhecer.

37. Mas pela manhã, tendo Nabal acordado de sua bebedeira, sua mulher contou-lhe tudo. Seu coração gelou-se no peito e ele tornou-se como uma pedra.

38. Dez dias depois Nabal, ferido pelo Senhor, morreu.

39. Tendo Davi notícia da morte de Nabal, exclamou: “Bendito seja o Senhor que me fez justiça do ultraje recebido de sua mão e impediu-me de fazer-lhe mal! O Senhor fez cair sobre sua cabeça a sua própria maldade!”. Depois disso, Davi mandou propor a Abigail tornar-se sua mulher.

40. Seus servos, chegando a Carmelo, disseram-lhe: “Davi mandou-nos a ti, porque deseja tomar-te por mulher”.

41. Levantou-se então Abigail e prostrou-se com o rosto por terra, dizendo: “Eis a tua serva, que será uma escrava para lavar os pés dos servos de meu Senhor”.

42. Levantou-se depressa, montou num jumento e, seguida de cinco moças, partiu com os enviados de Davi para tornar-se sua mulher.

43. Davi desposara também Aquinoam, de Jezrael e ambas foram suas mulheres.

44. Quanto à sua mulher Micol, filha de Saul, este a tinha dado por esposa a Falti, de Galim, filho de Lais.


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