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Josué, 8

Leia agora os Versículos de Josué, 8 do livro Josué, versão Bíblia Ave Maria.

1. O Senhor disse em seguida a Josué: “Não temas, nem seja covarde. Toma contigo todos os guerreiros e sobe contra Hai. Eis que te entrego o rei de Hai, seu povo, sua cidade e sua terra.

2. Tratarás Hai e seu rei como fizeste com Jericó e seu rei; mas os despojos e os rebanhos os repartirei entre vós. Põe uma emboscada por detrás da cidade”.

3. Josué pôs-se a caminho com todos os guerreiros contra Hai. Escolheu trinta mil homens valentes e fê-los partir durante a noite.

4. Deu-lhes esta ordem: “Atenção! Ponde-vos em emboscada atrás da cidade, mas a pouca distância, e estai preparados.

5. Eu e todo o povo que está comigo nos aproximaremos de Hai, e quando saírem ao nosso encontro como da primeira vez, fugiremos.

6. Eles sairão atrás de nós, longe da cidade, pois dirão: ‘Ei-los que fogem diante de nós como da primeira vez’.

7. Durante essa retirada, saireis de vossa emboscada e tomareis a cidade, que vos entregará o Senhor, vosso Deus.

8. Depois que a tiverdes tomado, incendiai-a segundo a palavra do Senhor. Essas são as minhas ordens”.

9. Josué fê-los partir e eles se postaram em emboscada entre Betel e Hai, ao ocidente. Josué ficou aquela noite no meio do povo.

10. Josué levantou-se bem cedo e passou em revista a sua gente. À frente de sua tropa, subiu contra Hai com os anciãos de Israel.

11. Todos os guerreiros de que dispunha tinham também subido às proximidades. Chegados defronte da cidade, acamparam ao norte, tendo o vale entre eles e Hai.

12. Josué tomou cerca de cinco mil homens e os pôs de emboscada entre Betel e Hai, ao ocidente.

13. Tendo o povo instalado todo o seu acampamento ao norte da cidade, e a emboscada ao ocidente, Josué avançou durante a noite pelo meio do vale.

14. Logo que o rei de Hai viu aquilo, saiu apressadamente da cidade com a sua gente, ao amanhecer, e veio ao encontro de Israel. O rei, seguido de todo o seu povo, saiu para um lugar combinado do lado da planície, ignorando que uma emboscada estava armada contra ele atrás da cidade.

15. Josué e todo o Israel, fingindo bater em retirada, fugiram para os lados do deserto.

16. Então, com grandes clamores, toda a população da cidade, precipitando-se ao encalço de Josué, juntou-se para persegui-los, afastando-se da cidade.

17. Não ficou um homem sequer em Hai que não saís­se em perseguição de Israel. Até deixaram escancarada a cidade.

18. O Senhor disse então a Josué: “Levanta a lança que tens na mão contra Hai, porque eu entrego a ti”. E Josué levantou a sua lança contra a cidade.

19. Apenas tinha ele erguido a mão, levantaram-se subitamente os que estavam de emboscada e precipitaram-se sobre a cidade, ocupando-a e ateando-lhe fogo.

20. Os habitantes de Hai, voltando-se, viram que se elevava da cidade uma grande fumaça para o céu, e não puderam fugir para lado algum, porque o povo que dava mostras de fugir para o deserto voltou-se contra eles.

21. Josué e todo o Israel, vendo que os da emboscada tinham tomado a cidade e que dela subia fumaça, voltaram e feriram os habitantes de Hai.

22. E, tendo os outros saído da cidade ao seu encontro, viram-se os inimigos cercados de um lado e de outro pelos israelitas, e foram feridos, de modo que não ficou sobrevivente algum, e não houve sequer um fugitivo.

23. O rei de Hai foi capturado vivo e conduzido a Josué.

24. Terminado o massacre dos habitantes de Hai, tanto no campo como no deserto, aonde tinham vindo em perseguição dos israelitas, depois que todos foram passados a fio da espada, os vencedores voltaram à cidade e mataram toda a população.

25. O total dos que morreram naquele dia, entre homens e mulheres, foi de doze mil, todos da cidade de Hai.

26. Josué não retirou a mão que ele tinha levantado com a sua lança, até que foram mortos todos os habitantes de Hai.

27. Os israelitas só tomaram os rebanhos e o espólio da cidade, conforme o Senhor tinha ordenado a Josué.

28. Josué pôs fogo à cidade de Hai e fez dela para sempre um montão de cinzas, que subsiste ainda hoje.

29. Mandou enforcar o rei de Hai em uma árvore, e deixou-o ali até à tarde. Ao pôr do sol, ordenou que se retirasse da árvore o cadáver e fosse lançado à entrada da cidade, pondo sobre ele um grande monte de pedras, que ali permanece até o dia de hoje.

30. Então Josué construiu um altar ao Senhor, Deus de Israel, no monte Ebal,

31. segundo a ordem que Moisés, servo do Senhor, tinha dado aos filhos de Israel, como está escrito no livro da Lei de Moisés. Construiu-o de pedras brutas ainda não tocadas pelo ferro. Ofereceram so­bre ele holocaustos ao Senhor e sacrifícios de ação de graças.

32. Josué gravou em pedras uma cópia da lei que Moisés tinha escrito diante dos israelitas.

33. Todo o Israel, seus anciãos, seus oficiais e seus juízes conservaram-se de pé ao redor da arca, diante dos sacerdotes, dos levitas, que levavam a arca da aliança do Senhor. Ali estavam tanto os estrangeiros como os israelitas, metade deles do lado do monte Garizim, e metade do lado do monte Ebal, segundo a ordem antes dada por Moisés, servo do Senhor, para abençoar o povo de Israel.

34. Depois disso, Josué leu todo o texto da lei, a bênção e a maldição, assim como estão escritas no livro da Lei.

35. De tudo o que Moisés havia prescrito não se omitiu uma palavra sequer nessa leitura feita por Josué diante de toda a assembleia de Israel, incluindo as mulheres, as crianças e os estrangeiros que ali se achavam misturados.


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Temas relacionados com Josué, 8:

Josué, 7

Leia agora os Versículos de Josué, 7 do livro Josué, versão Bíblia Ave Maria.

1. Os israelitas cometeram uma infidelidade a respeito do interdito. Acã, filho de Carmi, filho de Zabdi, filho de Za­ra, da tribo de Judá, reteve para si algumas coisas condenadas, e a cólera do Senhor inflamou-se contra os israelitas.

2. Josué enviou de Jericó homens a Hai, situada junto de Bet-Áven, ao oriente de Betel: “Subi – disse-lhes ele – e ex­plo­rai a terra”. Eles subiram e exploraram Hai.

3. Voltando para junto de Josué, disseram-lhe: “É inútil o povo todo subir, mas vão só dois ou três mil homens e apoderem-se da cidade. Não se fatigue todo o povo, porque a população da cidade é muito reduzida”.

4. Três mil homens aproximadamente se puseram a caminho, mas foram batidos pela gente de Hai, 5 caindo mortos trinta e seis homens; os inimigos perseguiram-nos desde a porta da cidade até Sabarim, ainda quando fugiam pela encosta. O povo ficou consternado com isso e perdeu toda a coragem.

6. Josué rasgou suas vestes e prostrou-se com a face por terra até a tarde diante da arca do Senhor, tanto ele como os anciãos de Israel, e cobriram de pó as suas cabeças.

7. “Ah, Senhor –, clamou Josué – por que fizestes este povo passar o Jordão, para nos entregardes nas mãos dos amorreus que nos destruirão? Oxalá tivéssemos ficado do outro lado do rio!

8. Que direi eu, Senhor, vendo Israel voltar as costas aos seus inimigos?

9. Os cananeus e todos os habitantes da terra vão sabê-lo, e nos cercarão e farão desaparecer o nosso nome da face da terra. E que fareis vós ao vosso grande nome?”

10. Então o Senhor disse a Josué: “Levanta-te! Por que estás assim prostrado com a face por terra?

11. Israel pecou, a ponto de violar a aliança que eu lhe tinha prescrito, e a ponto de tomar as coisas votadas ao interdito, roubá-las, ocultá-las, escondê-las entre as bagagens.

12. Eis por que os israelitas não puderam resistir aos seus inimigos, mas voltaram-lhes as costas, pois caíram sob o interdito. Se não tirardes o interdito do meio de vós, não estarei mais convosco de ora em diante.

13. Vai santificar o povo. Dize-lhe: ‘Purificai-vos para amanhã, porque eis o que diz o Senhor, Deus de Israel: O interdito está no meio de ti, Israel. Não poderás resistir aos teus inimigos, enquanto não tiveres tirado o interdito que está no meio de vós’.

14. Vireis amanhã, tribo por tribo; a tribo que for designada pelo Senhor se apresentará família por família; e a família marcada se apresentará por suas casas; e a casa indicada pelo Senhor se apresentará por pessoas.

15. Aquele que for designado como possuidor do interdito será queimado, ele e tudo o que lhe pertence, porque violou o pacto do Senhor e cometeu uma infâmia em Israel”.

16. No dia seguinte pela manhã, Josué mandou vir o povo, tribo por tribo, e a sorte caiu sobre a tribo de Judá.

17. Em seguida, aproximando-se as famílias de Judá, a sorte indicou a família de Zara. Mandou que se aproximasse a família de Zara por casas, e a sorte caiu sobre a de Zabdi,

18. a qual se apresentou por pessoas; a sorte caiu sobre Acã, filho de Carmi, filho de Zabdi, filho de Zara, da tribo de Judá.

19. Josué disse-lhe: “Meu filho, dá glória e homenagem ao Senhor, Deus de Israel; confessa-me o que fizeste, sem nada ocultar”.

20. Acã respondeu a Josué: “Sim, fui eu que pequei contra o Senhor, Deus de Israel. Eis o que fiz:

21. Vi no meio dos despojos um belo manto de Senaar, duzentos siclos de prata e uma barra de ouro de cinquenta siclos e, cobiçando, tomei-os. Tudo isso se acha escondido na terra no meio de minha tenda e a prata debaixo do manto”.*

22. Josué mandou alguns homens que investigassem a tenda, e estes viram que os objetos estavam lá ocultos, e a prata debaixo.

23. Tomaram-nos e trouxeram-nos a Josué e a todos os is­raelitas e puseram-nos diante do Senhor.

24. Então Josué, em presença de todo o Israel, pegando em Acã, filho de Zara, com a prata, o manto, a barra de ouro, os filhos e as filhas de Acã, seus bois, seus jumentos, suas ovelhas, sua tenda e tudo o que lhe pertencia, levou-os ao vale de Acor.

25. Chegando ali, Josué disse: “Por que nos confundiste? O Senhor te confunda hoje!”. Todos os israelitas o apedrejaram. E foram queimados no fogo depois de terem sido apedrejados.

26. E juntaram sobre Acã um grande monte de pedras, o qual subsiste ainda hoje. Com isso, aplacou-se o furor do Senhor. É por esse motivo que o lugar traz ainda agora o nome de vale de Acor.*


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Temas relacionados com Josué, 7:

Josué, 6

Leia agora os Versículos de Josué, 6 do livro Josué, versão Bíblia Ave Maria.

1. Jericó, cidade murada, tinha se fechado diante dos israelitas, e ninguém saía dela nem podia entrar.

2. O Senhor disse a Josué: “Vê, entreguei-te Jericó, seu rei e seus valentes guerreiros.

3. Dai volta à cidade, vós todos, homens de guerra; contornai toda a cidade uma vez. Assim farás durante seis dias.

4. Sete sacerdotes, tocando sete trombetas, irão adian­te da arca. No sétimo dia, dareis sete vezes volta à cidade, tocando os sacerdotes a trombeta.

5. Quando o som da trombeta for mais forte e ouvirdes a sua voz, todo o povo soltará um grande clamor e a muralha da cidade desabará. Então, o povo tomará de assalto a cidade, cada um no lugar que lhe ficar defronte”.

6. Josué, filho de Nun, convocou os sacerdotes e disse-lhes: “Levai a arca da alian­ça, e sete sacerdotes estejam diante dela tocando as trombetas”.

7. E disse em seguida ao povo: “Avante! Dai volta à cidade, marchando os guerreiros diante da arca do Senhor”.

8. Logo que Josué acabou de falar, os sete sacerdotes, levando as sete trombetas, retumbantes, puseram-se em marcha diante do Senhor, tocando os seus instrumentos; e a arca da aliança do Senhor os seguiu.

9. Marcharam os guerreiros diante dos sacerdotes que tocavam a trombeta, e a retaguarda seguia a arca; e durante toda a marcha ouvia-se o retinir das trombetas.

10. Ora, Josué havia dado essa ordem ao povo: “Não griteis, nem façais ouvir a vossa voz, nem saia de vossa boca palavra alguma, até o dia em que eu vos disser: ‘Gritai!’. Então, clamareis com força”.

11. A arca do Senhor deu uma volta à cidade, e retornaram ao acampamento para ali passar a noite.

12. Josué levantou-se muito cedo e os sacerdotes levaram a arca do Senhor.

13. Os sete sacerdotes, levando as sete trombetas retumbantes, marchavam diante da arca do Senhor, tocando a trombeta durante a marcha. Os guerreiros precediam-nos, e a retaguarda seguia a arca do Senhor. E ouvia-se o retinir da trombeta durante a marcha.

14. Deram volta à cidade uma vez, no segundo dia, e voltaram ao acampamento. O mesmo fizeram durante seis dias.

15. Mas, ao sétimo dia, levantando-se de madrugada, deram volta à cidade sete vezes, como nos dias precedentes: esse foi o único dia em que fizeram sete vezes a volta.

16. Quando os sacerdotes tocaram as trombetas na sétima volta, Josué disse ao povo: “Gritai, porque o Senhor vos entregou a cidade.

17. A cidade será votada ao Senhor por interdito, como tudo o que nela se encontra; exceção feita somente a Raab, a prostituta, que terá a sua vida salva com todos os que se encontrarem em sua casa, porque ocultou os espiões que tínhamos enviado.

18. Mas guardai-vos de tocar no que é votado ao interdito. Se tomardes algo do que foi anatematizado, atraireis o interdito sobre o acampamento de Israel, o que seria uma catástrofe.

19. Toda a prata, todo o ouro e todos os objetos de bronze e de ferro serão consagrados ao Senhor e farão parte do seu tesouro”.

20. O povo clamou e os sacerdotes tocaram as trombetas. E logo que o povo ouviu o som das trombetas, levantou um grande clamor. A muralha desabou. A multidão subiu à cidade, sem nada diante de si.

21. Tomaram a cidade e votaram-na ao interdito, passando a fio de espada tudo o que nela se encontrava: homens, mulheres, crianças, velhos e até mesmo os bois, as ovelhas e os jumentos.

22. Josué disse então aos dois homens que tinham explorado a terra: “Entrai na casa da prostituta e fazei-a sair de lá com tudo o que lhe pertence”.

23. Os espiões entraram na casa e fizeram sair Raab, seu pai, sua mãe, seus irmãos e tudo o que lhe pertencia, toda a sua parentela, e puseram-nos em segurança fora do acampamento de Israel.

24. Queimaram a cidade com tudo o que ela continha, exceto prata, ouro e todos os objetos de bronze e de ferro que foram recolhidos aos tesouros da casa do Senhor.

25. Josué conservou a vida de Raab, a prostituta, bem como a da família de seu pai e a de todos os seus, de sorte que ela habitou no meio de Israel até este dia, porque ela havia ocultado os mensageiros enviados a explorar Jericó.

26. Então proferiu Josué este juramento: “Maldito seja diante do Senhor quem tentar reconstruir esta cidade de Jericó! Será ao preço do seu primogênito que lhe lançará os primeiros fundamentos, e será à custa do último de seus filhos, que lhe porá as portas!”.

27. O Senhor estava com Josué, e o seu renome divulgou-se por toda a terra.


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Temas relacionados com Josué, 6:

Josué, 5

Leia agora os Versículos de Josué, 5 do livro Josué, versão Bíblia Ave Maria.

1. Quando todos os reis dos amorreus, ao ocidente do Jordão, e todos os reis dos cananeus para as bandas do mar, souberam que o Senhor tinha secado as águas do Jordão diante dos israelitas, até que passassem, seus corações desfaleceram e perderam toda a coragem diante dos israelitas.*

2. Então o Senhor disse a Josué: “Faze facas de pedras e circuncida de novo os israelitas”.

3. Josué fez as facas de pedra e circuncidou os israelitas, na colina de Aralot.

4. A causa dessa circuncisão é a seguinte: todos os varões dentre o povo que tinha saído do Egito – todos os homens de guerra – tinham morrido pelo caminho, no deserto, depois que haviam partido do Egito.

5. Ora, todos eles tinham sido circuncidados. A multidão, porém, nascida no deserto durante a viagem depois do êxodo, não o tinha sido.

6. Os israelitas tinham marchado pelo deserto durante quarenta anos, até o desaparecimento completo dessa massa de homens de guerra saídos do Egito, mas infiéis à voz do Senhor. O Senhor havia-lhes jurado que não veriam a terra prometida a seus pais, terra que mana leite e mel.

7. Seus filhos foram postos em seu lugar. Foi essa a geração que Josué circuncidou. Eles tinham o seu prepúcio, porque não tinham sido circuncidados durante sua viagem.

8. Depois que foram todos circuncidados, permaneceram acampados até se restabelecerem.

9. O Senhor disse a Josué: “Hoje tirei de cima de vós o opróbrio do Egito”. E deu-se àquele lugar o nome de Gálgala, nome que subsiste ainda.*

10. Os israelitas acamparam em Gálgala, e celebraram a Páscoa no décimo quarto dia do mês, pela tarde, na planície de Jericó.

11. No dia seguinte à Páscoa, comeram os produtos da região, pães sem fermento e trigo tostado.

12. E o maná cessou (de cair) no dia seguinte àquele em que comeram os produtos da terra. Os israelitas não tiveram mais o maná. Naquele ano alimentaram-se da colheita da terra de Canaã.

13. Josué encontrava-se nas proximidades de Jericó. Levantando os olhos, viu diante de si um homem de pé, com uma espada desembainhada na mão. Josué foi contra ele: “És dos nossos – disse ele – ou dos nossos inimigos?”.

14. Ele respondeu: “Não! Venho como chefe do exército do Senhor”.

15. Josué prostrou-se com o rosto por terra e disse-lhe: “Que ordena o meu Senhor a seu servo?”.

16. E o chefe do exército do Senhor respondeu: “Tira o calçado de teus pés, porque o lugar em que te encontras é santo”. Assim fez Josué.


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Temas relacionados com Josué, 5:

Josué, 4

Leia agora os Versículos de Josué, 4 do livro Josué, versão Bíblia Ave Maria.

1. Tendo todo o povo atravessado o Jordão, o Senhor disse a Josué:

2. “Escolhei doze homens dentre o povo, um por tribo, e ordenai-lhes:

3. Tomai daqui, do meio do Jordão, deste lugar onde os pés dos sacerdotes estiveram parados, doze pedras que levareis convosco e as colocareis no lugar onde haveis de passar a noite”.

4. Josué convocou os doze homens escolhidos, um por tribo, entre os filhos de Israel.

5. E disse-lhes: “Ide adiante da arca do Senhor, vosso Deus, no meio do Jordão, e cada um de vós, segundo o número das tribos de Israel, carregue uma pedra no seu ombro.

6. Isso ficará como um memorial entre vós. Quando vossos filhos vos perguntarem um dia: ‘Que significam essas pedras?’.

7. Então lhes respondereis: ‘As águas do Jordão foram cortadas diante da arca da aliança do Senhor; quando ela atravessou o Jordão, as águas foram cortadas, e essas pedras são para os israelitas um monumento eterno em memória desse acontecimento’.”

8. Os filhos de Israel fizeram como Josué lhes tinha ordenado: tomaram do meio do leito do Jordão doze pedras, como o Senhor tinha dito a Josué, segundo o número das tribos de Israel. Levaram-nas consigo e depositaram-nas no lugar onde deviam acampar.

9. Pôs também Josué outras doze pedras no leito do Jordão, no lugar onde estiveram parados os pés dos sacerdotes que levavam a arca da aliança. E elas estão ali ainda hoje.

10. Os sacerdotes que levavam a arca permaneceram de pé no meio do leito do Jordão até que se cumpriu tudo o que o Senhor tinha ordenado que Josué dissesse ao povo, segundo as ordens que lhe dera Moisés. O povo apressou-se em atravessar o rio.

11. Logo que todos passaram, a arca do Senhor e os sacerdotes puseram-se de novo à frente do povo.

12. Os rubenitas, os gaditas e a meia tribo de Manassés tinham passado o rio armados, diante dos israelitas, segundo a ordem de Moisés.

13. Em número de aproximadamente quarenta mil homens, armados para o combate, desfilaram dian­te do Senhor, rumo à planície de Jericó.

14. Naquele dia, o Senhor exaltou Josué aos olhos de todo o Israel. E todos tiveram para com ele o mesmo respeito que por Moisés, durante toda a sua vida.

15. O Senhor disse a Josué:

16. “Ordena aos sacerdotes, que levam a arca do testemunho, que saiam do Jordão”.

17. Josué ordenou-lhes: “Saí do Jordão”.

18. E os sacerdotes, que levavam a arca da aliança do Senhor, tendo deixado o leito do rio, ao pisarem seus pés a terra firme, as águas do Jordão retomaram seu lugar e correram caudalosas como antes.

19. Ora, o povo saiu do Jordão no décimo dia do primeiro mês, e acampou em Gálgala, na extremidade oriental de Jericó.

20. Josué levantou ali as doze pedras tomadas do Jordão.

21. E disse aos filhos de Israel: “Quando vossos filhos perguntarem um dia a seus pais: ‘Que significam essas pedras?’.

22. Então lhes direi nestes termos: Israel atravessou o Jordão a pé enxuto,

23. porque o Senhor, vosso Deus, secou diante de vós o leito do Jordão, até que passásseis, do mesmo modo que antes tinha feito ao mar Vermelho, o qual secou diante de nós até que passássemos.

24. Isso aconteceu, para que todos os povos da terra saibam que a mão do Senhor é poderosa, e para que conserveis sempre o temor do Senhor, vosso Deus.”


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Temas relacionados com Josué, 4:

Josué, 3

Leia agora os Versículos de Josué, 3 do livro Josué, versão Bíblia Ave Maria.

1. Levantando-se bem cedo, Josué desfez o acampamento e partiu de Setim com todos os filhos de Israel. Chegados ao Jordão, aí se detiveram antes de atra­vessá-lo.

2. Passados três dias, os oficiais atravessaram pelo meio do acampamento,

3. dando ao povo esta ordem: “Quando virdes a arca da aliança do Senhor, vosso Deus, ser levada pelos sacerdotes, filhos de Levi, deixareis vosso acampamento e vos poreis em marcha, seguindo-a.

4. Haja entre vós e ela uma distância de dois mil côvados aproximadamente. Guardai-vos de vos aproximar dela. Isso para que pos­sais conhecer o caminho por onde deveis ir, porque nunca passastes por ele”.

5. Josué disse ao povo: “Santificai-vos, porque amanhã o Senhor operará no meio de vós coisas maravilhosas”.

6. Depois falou aos sacerdotes: “Tomai a arca da aliança e ide, adiante do povo”. Eles tomaram a arca da aliança e caminharam à testa do povo.

7. O Senhor disse a Josué: “Hoje começarei a exaltar-te diante de todo o Israel, para que saibam que, assim como estive com Moisés, assim estarei contigo.

8. Eis o que ordenarás aos sacerdotes que levam a arca da aliança: ‘Quando chegardes ao Jordão, vos deterei junto às águas do rio’.”

9. Então Josué disse aos israelitas: “Aproximai-vos e ouvi as palavras do Senhor, vosso Deus”.

10. “Por isso, prosseguiu ele, sabereis que o Deus vivo está no meio de vós, e que ele expulsará de diante de vós os cananeus, os hiteus, os heveus, os ferezeus, os gergeseus, os amorreus e os jebuseus.

11. Eis que a arca da aliança do Senhor de toda a terra vai atravessar o Jordão diante de vós.

12. Tomai doze homens, um de cada tribo de Israel.

13. Logo que os sacerdotes que levam a arca do Senhor, o Senhor de toda a terra, tiverem tocado com a planta dos seus pés as águas do Jordão, estas serão cortadas, e as águas que vêm de cima ficarão, amontoando-se.”

14. O povo dobrou suas tendas e dispôs-se a passar o Jordão, tendo diante de si os sacerdotes que marchavam na frente do povo, levando a arca.

15. No momento em que os portadores da arca chegaram ao rio e os sacerdotes mergulharam os seus pés na beira do rio – o Jordão estava transbordante e inundava suas margens durante todo o tempo da ceifa –,

16. as águas que vinham de cima detiveram-se e amontoaram-se em uma grande extensão, até perto de Adam, localidade situada nas proximidades de Sartã; e as águas que desciam para o mar da planície, o mar Salgado, foram completamente separadas. O povo atravessou defronte de Jericó.

17. Os sacerdotes, que levavam a arca da aliança do Senhor, conservaram-se de pé sobre o leito seco do Jordão, enquanto que todo o Israel passava a pé enxuto. E ali permaneceram até que todos passassem para a outra margem.


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Temas relacionados com Josué, 3:

Josué, 2

Leia agora os Versículos de Josué, 2 do livro Josué, versão Bíblia Ave Maria.

1. Josué, filho de Nun, despachou de Setim secretamente dois espiões: “Ide –, disse-lhes ele – e examinai a terra e a cidade de Jericó”. Foram e entraram na casa de uma prostituta, chamada Raab, onde se alojaram.

2. E foi avisado ao rei de Jericó: “Entraram aqui de noite alguns israelitas para explorar a terra”.

3. O rei mandou dizer a Raab: “Faze sair esses homens que foram ter contigo e entraram em tua casa; porque vieram espionar a terra”.

4. Mas a mulher ocultou os dois homens e respondeu: “Vieram real­mente uns homens à minha casa, mas eu não sabia de onde eram.

5. Pela tarde, quando se iam fechar as portas da cidade, eles partiram. Ignoro para onde foram. Persegui-os vós depressa e os alcança­reis”.

6. Ora, ela os fizera subir ao terraço de sua casa e os ocultara sob palhas de linho que ali haviam.

7. Os homens enviados foram atrás deles pelo caminho, que conduz ao vau do Jordão, e as portas da cidade foram fechadas após a partida da patrulha.

8. Antes que se deitassem, Raab subiu ao terraço junto dos espiões e disse-lhes:

9. “Eu sei que o Senhor vos entregou esta terra; o terror de vós apoderou-se de nós, e todos os habitantes da terra estão desanimados por vossa causa.

10. Ouvimos dizer como o Senhor secou as águas do mar Vermelho diante de vós, quando saístes do Egito, e como, além do Jordão, tratastes os dois reis dos amorreus, Seon e Og, os quais votastes ao interdito.

11. Quando ouvimos isso, nosso coração desfaleceu e ninguém mais tem coragem de vos resistir, porque o Senhor, vosso Deus, é o Deus nas alturas dos céus e aqui embaixo na terra.

12. Agora, vo-lo peço, jurai-me pelo Senhor, que, assim como usei de bondade para convosco, do mesmo modo poupareis a casa de meu pai.

13. Dai-me um sinal seguro de que salvareis meu pai, minha mãe, meus irmãos, minhas irmãs e todos os que lhe pertencem e livrareis as nossas vidas da morte”.

14. Eles responderam-lhe: “À custa de nossa vida sal­varemos a vossa, contanto que não nos atraiçoeis. Quando o Senhor nos entregar esta terra, fiéis à nossa promessa agiremos contigo com bondade”.

15. Então, servindo-se de uma corda, ela os fez descer pela janela, pois a casa em que morava estava sobre o muro da cidade.

16. “Ide para o monte – disse-lhes ela – para que não vos encontrem os vossos perseguidores. Ocultai-vos ali durante três dias, até que eles voltem; depois retomareis o vosso caminho.”

17. Os homens disseram-lhe: “Eis como havemos de cumprir o juramento a que nos obri­gastes:

18. quando tivermos entrado na terra, porás este cordão vermelho na janela por onde nos fizeste descer; reúne em torno de ti, em tua casa, teu pai, tua mãe, teus irmãos e toda a família de teu pai.

19. Se alguém ultrapassar a porta de tua casa e sair para fora, este será responsável pelo que acontecer, e nós seremos inocentes. Mas se alguém puser a mão sobre quem quer que seja que se encontrar contigo em tua casa, é sobre nós que isso cairá.*

20. Se divulgares, porém, o que combinamos contigo, estaremos desobrigados do juramento a que nos obrigaste”.

21. “Seja como dissestes” – respondeu ela. Depois os despediu, e eles partiram. E ela pendurou o cordão vermelho na janela.

22. Eles foram para o monte, onde permaneceram durante três dias, até que voltassem os que os perseguiam. Esses, tendo buscado por todo o caminho os espiões, não os encontraram.

23. Os dois homens desceram então do monte e, voltando, passaram o Jordão. Foram para junto de Josué, filho de Nun, e contaram-lhe tudo o que se tinha passado.

24. “O Senhor – disseram-lhe eles – entregou toda essa terra nas nossas mãos, pois todos os seus habitantes tremem diante de nós.”


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Temas relacionados com Josué, 2:

Josué, 1

Leia agora os Versículos de Josué, 1 do livro Josué, versão Bíblia Ave Maria.

1. Após a morte de Moisés, servo do Senhor, o Senhor disse a Josué, filho de Nun, assistente de Moisés:

2. “Meu servo Moisés morreu. Vamos, agora! Passa o Jordão, tu e todo o povo, e entra na terra que dou aos filhos de Israel.

3. Todo lugar que pisar a planta de vossos pés, eu vo-lo dou, como prometi a Moisés.

4. O vosso território se estenderá desde esse deserto e desde o Líbano até o grande rio Eu­frates – todo o país dos hiteus – e até o mar Grande para o ocidente.

5. Enquanto viveres, ninguém te poderá resistir; estarei contigo como estive com Moisés; não te deixarei nem te abandonarei.

6. Sê firme e corajoso, porque tu hás de introduzir esse povo na posse da terra que jurei a seus pais dar-lhes.

7. Tem ânimo, pois, e sê corajoso para cuidadosamente observares toda a lei que Moisés, meu servo, te prescreveu. Não te afastes dela nem para a direita nem para a esquerda, para que sejas feliz em todas as tuas empresas.

8. Traze sempre na boca as palavras deste livro da lei; medita-o dia e noite, cuidando de fazer tudo o que nele está escrito; assim prosperarás em teus caminhos e serás bem-sucedido.

9. Isto é uma ordem: sê firme e corajoso. Não te atemorizes, não tenhas medo, porque o Senhor está contigo em qualquer parte para onde fores”.

10. Eis que Josué ordenou aos oficiais do povo:

11. “Percorrei o acampamento e pro­clamai ao povo o seguinte: Preparai provisões. Dentro de três dias atraves­sareis o Jordão e ireis conquistar a terra que o Senhor vos dá”.

12. Josué dirigiu-se também aos rube­nitas, aos gaditas e à meia tribo de Manas­sés nestes termos:

13. “Lembrai-vos do que vos prescreveu Moisés, servo do Senhor, quando vos dizia: ‘O Senhor, vosso Deus, vos deu descanso e toda esta terra.

14. Vossas mulheres, filhos e animais ficarão na terra que Moisés vos deu, além do Jordão, mas vós, todos os homens fortes e valentes, passareis armados à frente de vossos irmãos e os ajudareis,

15. até que o Senhor tenha dado a vossos irmãos o descanso, como a vós, e que também eles entrem na posse da terra que o Senhor, vosso Deus, lhes dá. Depois voltareis para a terra que vos pertence, aquela que Moisés, servo do Senhor, vos deu, além do Jordão, para o levante’.”

16. Eles responderam a Josué: “Faremos tudo o que nos ordenaste e iremos aonde quer que nos enviares.

17. E te obedeceremos em todas as coisas, assim como obedecemos a Moisés. Somente desejamos que o Senhor esteja contigo, como esteve com Moisés!

18. Todo aquele que for rebelde às tuas ordens e não obedecer ao que lhe mandares, será morto. Mas sê forte e corajoso!”.


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Temas relacionados com Josué, 1:

Juízes, 21

Leia agora os Versículos de Juízes, 21 do livro Juízes, versão Bíblia Ave Maria.

1. Os filhos de Israel tinham jurado em Masfa, dizendo: “Ninguém dentre nós dará sua filha em casamento a um benjaminita”.

2. Dirigiu-se o povo a Betel, onde ficou até a tarde, em presença do Senhor, levantando grande clamor a voz com grandes lamentações:

3. “Por que – diziam eles –, ó Senhor Deus de Israel, aconteceu essa desgraça que nos falte hoje uma tribo de Israel?”.

4. No dia seguinte pela manhã, o povo levantou naquele lugar um altar, sobre o qual ofereceu holocaustos e sacrifícios pacíficos.

5. E disseram: “Haverá alguém dentre todas as tribos de Israel que não tenha comparecido à assembleia em presença do Eterno?”. Com efeito, fora pronunciado o seguinte juramento solene contra aquele que não subisse a Masfa, diante do Senhor: “Será punido de morte”.

6. Os filhos de Israel tiveram pena de Benjamim, seu irmão: “Assim – diziam eles – “foi hoje uma tribo cortada de Israel?

7. Onde vamos buscar mu­lheres para os que restam, pois que juramos pelo Senhor não lhes dar nossas filhas em casamento?”.

8. Por isso, perguntavam se não havia alguma tribo de Israel que não tivesse subido para o Senhor, em Masfa. Ora, ninguém de Jabes em Galaad tinha vindo ao acampamento ou comparecido à assembleia.

9. Fez-se o recenseamento do povo e não se encontrou, com efeito, homem algum de Jabes em Galaad.

10. Então, a assembleia enviou para lá doze mil guerreiros valentes com a ordem seguinte: “Ide e passai a fio de espada todos os habitantes de Jabes em Galaad com as mulheres e as crianças.

11. Eis como deveis fazer: votareis ao interdito todo homem, bem como toda mulher que se houver deitado com homem”.

12. Encontraram entre os habitantes de Jabes em Galaad quatrocentas moças virgens, que não tinham conhecido varão e as levaram ao acampamento de Silo, na terra de Canaã.

13. Toda a assembleia enviou mensagens de paz aos benjaminitas que tinham se refugiado no rochedo de Remon.

14. Voltaram eles para as suas casas e foram-lhes dadas por mulheres as filhas de Jabes em Galaad que tinham sido poupadas. Mas isso não lhes foi suficiente chegaram para todos.

15. O povo teve pena de Benjamim, porque o Senhor tinha feito uma brecha nas tribos de Israel.

16. Os anciãos da assembleia disseram: “Que faremos para dar mulheres aos que restam. Pois todas as mulheres de Benjamim foram exterminadas”.

17. E acrescentaram: “Fique para Benja­mim a herança dos que sobreviveram, para que não seja cortada uma tribo de Israel.

18. Mas, não podemos dar-lhes nossas filhas em casamento, pois os filhos de Israel lançaram a maldição a todo aquele que desse a sua filha por mulher a um benjaminita”.

19. E disseram: “Eis que se celebra a festa anual do Senhor em Silo” (Silo está situada ao norte de Betel, ao oriente do caminho que vai de Betel a Siquém e ao sul de Lebona).

20. Depois deram este conselho aos filhos de Benja­mim: “Ide e escondei-vos nas vinhas.

21. Quando virdes as filhas de Silo saírem para dançar em coro, saí de repente das vinhas e cada um tome uma para mulher entre as filhas de Silo. Em seguida, voltai para a terra de Benjamim.

22. Quando seus pais ou seus irmãos vierem queixar-se junto de nós, lhes diremos: ‘Dei­xai-as vir conosco, pois durante a guerra não pudemos tomar uma mulher para cada um. Aliás, não sois vós quem lhas destes e nem tendes culpa nisso’.”

23. Assim fizeram os benjaminitas: tomaram entre as dançarinas mulheres segundo o seu número; tomaram-nas e voltaram para a sua casa. Depois construí­ram cidades e habitaram nelas.

24. Voltaram também os israelitas, cada um para a sua tribo e sua família e para a terra de sua herança.

25. Naquele tempo, não havia rei em Israel e cada um fazia o que lhe parecia melhor.


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Temas relacionados com Juízes, 21:

Juízes, 20

Leia agora os Versículos de Juízes, 20 do livro Juízes, versão Bíblia Ave Maria.

1. Movimentaram-se, pois, todos os israelitas como um só homem, des­de Dã até Bersabeia, e até a terra de Galaad. E a assembleia reuniu-se diante do Senhor, em Masfa.

2. Os chefes de todo o povo e todas as tribos de Israel apresentaram-se diante da assembleia do povo de Deus: havia quatrocentos mil homens de pé, armados com a espada.

3. E os filhos de Benjamim souberam que os israe­litas tinham subido a Masfa. Os israelitas disseram: “Dizei-nos de que modo se cometeu esse crime”.

4. O levita, marido da mulher que foi morta, tomou a palavra: “Eu cheguei a Gabaá de Benjamim – disse ele – com minha concubi­na para ali passar a noite.

5. Os homens de Gabaá, porém, amotinaram-se contra mim e cercaram de noite a casa, querendo matar-me; violentaram a minha concubina e ela morreu.

6. Tomei-a então e cortei-a em pedaços e mandei distribuir por todo o território da herança de Israel, porque cometeram uma atrocidade e uma infâmia em Israel.

7. Vós todos, ó israelitas que aqui estais, dai o vosso parecer e tomai uma decisão”.

8. Levantou-se então todo o povo como um só homem, dizendo: “Ninguém dentre nós irá à sua tenda e ninguém voltará à sua casa.

9. Eis o que agora vamos fazer a Gabaá: lancemos a sorte contra ela!

10. Tomemos dentre todas as tribos de Israel dez homens de cada cem, cem de cada mil e mil de cada dez mil, que irão procurar víveres para o abastecimento do povo. É preciso, quando eles voltarem, tratarmos a Gabaá de Benjamim como ela merece pela infâmia que cometeu em Israel”.

11. Assim se coligou contra a cidade todo o Israel, como se fora um só homem.

12. Mandaram mensageiros a todas as famílias de Benjamim, para que lhe dissessem: “Que maldade é essa que se cometeu no meio de vós?

13. Entregai-nos sem demora os celerados de Gabaá, para que os matemos e tiremos o mal do meio de Israel”. Mas os benjaminitas não quiseram dar ouvidos aos seus irmãos israelitas.

14. Juntaram-se em Gabaá todas as suas cidades para combater contra os israelitas.

15. Contaram-se naquele dia os benjaminitas que acorreram de todas as cidades: vinte e seis mil homens, armados de espada, sem contar os habitantes de Gabaá, que eram setecentos homens de escol.

16. Entre todo esse povo havia setecentos homens de escol que não se serviam da mão direita e todos capazes de atirar pedras com a funda num cabelo, sem errar o alvo.

17. O número de israelitas recenseados, excluindo Benja­mim, era de quatrocentos mil homens armados de espada, todos aptos para o combate.

18. Os israelitas subiram a Betel para consultar o Senhor; perguntaram: “Quem de nós subirá primeiro para começar a luta contra os benjaminitas?”. O Senhor respondeu-lhes: “Judá será o primeiro a subir”.

19. Partiram os israelitas no dia seguinte pela manhã e acamparam perto de Gabaá.

20. Começaram o combate contra os filhos de Benjamim e puseram-se em ordem de batalha perto da cidade.

21. Saindo os benjaminitas, infligiram a Israel naquele dia uma perda de vinte e dois mil homens, que juncavam o solo.

22. A multidão dos filhos de Israel, recobrando nova coragem, pôs-se outra vez em ordem de batalha no mesmo lugar onde estiveram na véspera.

23. Até a tarde estiveram os filhos de Israel chorando diante do Senhor e o consultaram, dizendo: “Devo continuar ainda a combater contra os filhos de Benjamim, meu irmão?”. O Senhor respondeu: “Marchai contra ele”.

24. Os israelitas avançaram pela segunda vez contra os benjaminitas,

25. que saíram de Gabaá ao seu encontro e lançaram-nos de novo por terra, matando dezoito mil israelitas, todos homens que manejavam a espada.

26. Então, todo o povo dos israelitas subiu a Betel e ali, sentados, lamentavam-se diante do Senhor, jejuando naquele dia até a tarde e ofereceram holocaustos e sacrifícios pacíficos diante do Senhor.

27. E consultaram-no. Naquele tempo a arca da aliança de Deus estava lá, com Fineias, filho de Eleazar, filho de Aarão, que se conservava junto dela.

28. Disseram, pois: “Devo continuar ou devo cessar a guerra contra Benjamim, meu irmão?”. O Senhor respondeu: “lde, porque amanhã eu os entregarei nas vossas mãos”.

29. Israel pôs emboscadas em volta de Gabaá e,

30. ao terceiro dia, recomeçou o combate contra os benjaminitas na mesma ordem de batalha que antes.

31. Saindo contra eles, os benjaminitas deixaram-se atrair para longe da cidade e puseram-se, como das outras vezes, a ferir e a matar alguns homens de Israel, uns trinta aproximadamente, nos caminhos que sobem para Betel e para Gabaá, através do campo.

32. Os filhos de Benjamim disseram entre si: “Ei-los batidos diante de nós como dantes”. Os filhos de Israel, porém, diziam: “Fujamos e atraiamo-los para longe da cidade por esses caminhos”.

33. Então, saindo todos os israelitas dos seus postos, ordenaram-se em batalha em Baal-Tamar, enquanto os homens de emboscada deixavam os seus esconderijos na planície da Gabaá.

34. Surgiram assim diante de Gabaá dez mil homens de escol do exército de Israel. A batalha foi rude: mas os benjaminitas não supunham que a derrota ia atingi-los.

35. O Senhor destruiu Benjamim à vista dos filhos de Israel, os quais mataram naquele dia vinte e cinco mil e cem benjaminitas, todos armados de espada.

36. Os filhos de Benjamim foram derrotados. Os israelitas tinham-lhes cedido terreno para fugir, porque confiavam na emboscada que tinham posto junto de Gabaá.*

37. Saindo, pois, os homens dessa emboscada, cercaram a cidade e passaram tudo a fio de espada.

38. Ora, os homens de Israel tinham combinado com os da emboscada que fizessem subir da cidade como sinal uma nuvem de fumo.

39. Os homens de Israel simularam a fuga no combate e Benjamim pôs-se a ferir e a matar cerca de trinta homens, dizendo: “Sem dúvida, estão derrotados diante de nós como no primeiro combate”.

40. Mas quando a nuvem de fumo começou a subir da cidade, os benjaminitas olharam para trás e viram o incêndio de Gabaá subir até o céu.

41. Os homens de Israel de­ram volta e os benjaminitas ficaram pasmados ante o desastre que vinha sobre eles.

42. Voltaram as costas diante dos israelitas e tomaram o caminho do deserto; o exército, porém, os perseguiu de per­to e os das cidades foram massacrados cada um em seu próprio lugar.

43. Cercaram os benjami­nitas, os perseguiram e esmagaram em todas as suas paragens até defronte de Gabaá, para as bandas do levante.

44. Dessa sorte, caíram dezoito mil valentes guerreiros benja­minitas,

45. enquanto o resto se pôs a fugir para o deserto até o rochedo de Remon. Nessa fuga foram ainda mortos cinco mil homens pelos caminhos e, perseguindo-os de perto até Gedeão, mataram ainda dois mil.

46. Naquele dia, foram mortos vinte e cinco mil homens de Benjamim, guerreiros valentes que manejavam a espada.

47. Seiscentos homens tinham chegado, em sua fuga para o deserto, ao rochedo de Remon, onde permaneceram por quatro meses.

48. Entrementes, os israelitas tinham-se voltado contra os filhos de Ben­jamim e passaram a fio de espada tudo o que lhes caía nas mãos nas cidades, desde os homens até os animais. Incendiaram também todas as cidades que encontraram.


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Temas relacionados com Juízes, 20:

Juízes, 19

Leia agora os Versículos de Juízes, 19 do livro Juízes, versão Bíblia Ave Maria.

1. Naquele tempo, como não havia rei em Israel, aconteceu que um levita, vindo fixar-se no fundo das montanhas de Efraim, tomou ali por concubina uma jovem de Belém de Judá.

2. Esta foi-lhe infiel, deixou-o e foi para junto de seu pai em Belém de Judá, onde ficou quatro meses.

3. Seu marido foi ter com ela para falar-lhe ao coração e reconduzi-la à sua casa. Levou consigo um servo e dois jumentos. Ela o introduziu na casa de seu pai. Quando o pai da mulher o viu, saiu a recebê-lo alegremente.

4. Retido pelo sogro, pai da jovem, ficou o levita com ele durante três dias; comeram, beberam e passaram a noite.

5. Na manhã do quarto dia, quando se levantaram e se dispunham a partir, o pai da jovem disse ao genro: “Restaura primeiro as tuas forças com um pouco de pão e depois disso partireis”.

6. Sentaram-se ambos, comeram e beberam. Então, o pai da jovem disse ao genro: “Peço-te que passes aqui ainda esta noite e alegre-se o teu coração”.

7. Devido à insistência do sogro, o homem que já se tinha levantado para partir, tornou a recostar-se e passou ali ainda aquela noite.

8. Chegada a manhã, preparando-se ele para se pôr a caminho, disse-lhe o pai da jovem: “Peço-te que restaures as tuas forças. Deixai a vossa partida para o declinar do dia”. E comeram ambos juntos.

9. Levantou-se então o homem e dispunha-se a partir com a sua concubina e o seu servo. O sogro, porém, pai da jovem, disse-lhe de novo: “Olha que o dia declina e a noite se aproxima. Passai a noite aqui. Sim, o dia se vai acabando, passa aqui a noite tranquilamente. Amanhã vos levantareis cedo e partireis, a fim de voltardes para a vossa casa”.

10. O levita, porém, não consentiu. Partiu e chegou a Jebus, que é Jerusalém, com a sua concubina e seus dois jumentos selados.

11. Quando chegaram, o dia ia declinando. Então, o criado disse a seu amo: “Vem, tomemos o caminho da cidade dos jebuseus para ali passarmos a noite”.

12. “Não – respondeu-lhe o amo – não entraremos numa cidade estrangeira, onde não há israelitas. Iremos até Gabaá.

13. Vamos – ajuntou ele – procuremos atin­gir um desses lugares, e nos alojaremos em Gabaá ou em Ramá.”

14. Prosseguiram, pois, o seu caminho. O sol se punha quando se encontravam perto de Gabaá de Benjamim.

15. Dirigiram-se para lá, a fim de passarem a noite. Tendo entrado na cidade, parou o levita na praça e ninguém lhe ofereceu hospitalidade.

16. Ao anoitecer, apareceu um homem idoso que voltava do seu trabalho no campo. Era também da montanha de Efraim e habitava como forasteiro em Gabaá, cujos habitantes eram benjami­nitas.

17. O velho, levantando os olhos, viu o levita na praça da cidade: “Aonde vais? –, disse-lhe ele – e de onde vens?”.

18. “Nós partimos – respondeu o levita – de Belém de Judá e vamos até o fundo da montanha de Efraim, onde nasci. Acabo de deixar Belém de Judá para voltar à minha casa, mas ninguém me quer acolher,*

19. embora tenhamos palha e feno para os nossos jumentos, pão e vinho para mim, tua serva e o jovem, teu servo; nada nos falta.”

20. O velho respondeu: “A paz seja contigo. E te darei tudo o que for necessário. De modo algum deverás passar a noite na praça”.

21. Fê-lo entrar em sua casa, e deu de comer aos jumentos. Os viajantes lavaram os pés, e foi-lhes servida a refeição.

22. Enquanto restauravam as forças, vie­ram os habitantes da cidade, gente péssima, e, cercando a casa do velho, bateram violentamente à porta: “Faze sair – gritaram eles ao velho, dono da casa –, faze sair o homem que entrou em tua casa para que nós o conheçamos!”.

23. O velho saiu e foi ter com eles, dizendo: “Não queirais, irmãos, cometer semelhante maldade, pois esse homem é hóspede de minha casa. Não pratiqueis tal infâmia.

24. Eis aqui a minha filha virgem e a concubina desse homem. Eu vo-las trarei. Vós podereis violá-las e fazer delas o que quiserdes; somente vos peço que não cometais contra esse homem uma ação tão infame”.

25. Eles, porém, não o quiseram ouvir. Então o levita, vendo isso, trouxe-lhes sua concubina. Eles a conheceram e abusaram dela durante a noite até pela manhã e despediram-na ao amanhecer.

26. Ao romper do dia, veio a mulher e caiu à porta da casa onde estava o marido e ali ficou até que o dia clareasse.

27. Chegada a manhã, levantou-se o marido e, ao abrir a porta para continuar o seu caminho, eis que sua concubina jazia diante da porta, com as mãos estendidas sobre a soleira.

28. “Levanta-te – disse-lhe ele –, vamos embora.” Mas a mulher não lhe respondeu… tomou-a então, pô-la sobre o jumento e tomou o caminho de volta para a sua casa.

29. Chegando à sua casa, pegou um cutelo. Dividiu o cadáver de sua concu­bina, membro por membro, em doze partes, e enviou-as por todo o território de Israel.

30. Todos os que testemunharam aquilo, disseram: “Jamais se fez ou se viu tal coisa, desde que Israel subiu do Egito até este dia. Ponderai bem isto, deliberai e pronunciai-vos!”.


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Temas relacionados com Juízes, 19:

Juízes, 18

Leia agora os Versículos de Juízes, 18 do livro Juízes, versão Bíblia Ave Maria.

1. Naquele tempo, não havia rei em Israel. Por essa mesma época, a tribo de Dã buscava uma possessão para habitar nela, porque até então nada tinha recebido entre as tribos de Israel.*

2. Os danitas enviaram cinco dos seus, cinco homens valorosos escolhidos dentre as suas famílias de Saraá e de Estaol, para explorarem cuidadosamente a terra: “Ide – disseram-lhes – e examinai bem a terra”. Foram e chegaram à montanha de Efraim e entraram na casa de Micas, onde passaram a noite.

3. Perto da casa de Micas, ouviram a voz do jovem levita e, aproximando-se dele, disseram-lhe: “Quem te trouxe aqui? Que fazes aqui? Por que te encontras neste lugar?”.

4. Respondeu-lhes o jovem: “Micas fez-me isso e isso; deu-me um salário e eu sirvo-lhe de sacerdote”.

5. “Consulta então – replicaram-lhe – o teu deus, a fim de saber se nossa viagem será bem sucedida.”

6. O sacerdote respondeu: “Ide em paz. A vossa viagem está sob o olhar de Deus”.

7. Os cinco homens puseram-se a caminho e foram até Lais. Viram ali um povo que habitava seguro, pacífico e tranquilo, segundo o costume dos sidônios. Não havia naquela terra nenhum rei que dominasse sobre os seus habitantes ou que os molestasse em coisa alguma. Viviam longe dos sidônios e não tinham relações com ninguém.

8. Voltando para seus irmãos em Saraá e Estaol, estes disseram: “Que pudestes fazer?”.

9. Eles responderam: “Vamos, subamos contra eles. Vimos a sua terra que é excelente. Por que ficais aí sem nada dizer? Não demoreis a pôr-vos em marcha para tomar posse dessa terra.

10. Quando ali entrardes, encon­trareis um povo que vive em segurança e uma terra espaçosa que Deus vos entregará nas mãos, uma região onde nada falta daquilo que a terra produz”.

11. Seiscentos homens da família de Dã partiram, pois, de Saraá e de Estaol, munidos com armas de guerra

12. e acamparam em Cariatarim, em Judá. Por isso, deu-se àquele lugar o nome de Maané-Dã, o qual assim se chama ainda hoje e está situado ao ocidente de Cariatarim.*

13. Dali passaram às montanhas de Efraim e chegaram à casa de Micas.

14. E os cinco homens que tinham sido enviados a explorar a terra de Lais disseram aos seus irmãos: “Sabeis que há nessa casa um efod, um terafim e um ídolo fundido? Considerai agora o que tendes a fazer”.

15. Dirigiram-se para lá e entraram na casa do jovem levita, em casa de Micas, para saudá-lo e informar-se de como ia passando.

16. Entretanto, os seiscentos danitas, armados como estavam, ficaram à porta.

17. Os cinco exploradores penetraram (sozinhos) na capela e tomaram o ídolo com o efod e o terafim, enquanto o sacerdote se achava com os seiscentos homens armados à entrada da porta.

18. Tiraram, pois, da casa de Micas, o ídolo, o efod e os terafim. O sacerdote disse-lhes: “Que fazeis vós?”.

19. “Cala-te – responderam-lhe –: “Põe a mão na boca, vem conos­co e tu nos servirás de pai e de sacerdote. O que é melhor para ti: ser sacerdote na casa de um particular, ou numa tribo e numa família de Israel?”.

20. Alegrou-se o coração do sacerdote, e ele, tomando o efod, o terafim e o ídolo, foi com a tropa.

21. Puseram-se de novo a caminho, precedidos das crianças, do gado e das bagagens.

22. Estando eles já longe da casa de Micas, os vizinhos deste ajuntaram-se e perseguiram os danitas.

23. Interrogados, os filhos de Dã voltaram-se e disseram a Micas: “Que queres tu e por que trazes toda essa gente?”.

24. Ele respondeu: “Tirastes os meus deuses que fiz para mim, tomastes o sacerdote e partis­tes. Que me resta agora? E como podeis perguntar o que quero?”.

25. Os danitas replicaram: “Nem mais uma palavra diante de nós! Não suceda que alguns se impacientem contra vós e percais a vida, tu e tua família!”.

26. E os danitas continuaram o seu caminho. Micas, vendo que aqueles homens eram mais fortes que ele, voltou para a sua casa.

27. Desse modo, tomaram os danitas a obra que Micas tinha feito, juntamente com o seu sacerdote. Atacaram então Lais, um povo pacífico e seguro, passaram-no a fio de espada e queimaram a cidade.

28. Não houve quem a salvasse, porque estava longe de Sidon e não tinham relações com ninguém. Essa cidade estava situada no vale pertencente a Bet-Roob. Os danitas reedificaram a cidade e habitaram nele,

29. chamando-a de Dã, nome de seu pai, filho de Israel. Anteriormente, a cidade chamava-se Lais.

30. E erigiram em seguida o ídolo. Jônatas, filho de Gérson, filho de Moisés, e seus descendentes foram sacerdotes na tribo de Dã até o dia de sua deportação.

31. O ídolo de Micas foi conservado entre eles durante todo o tempo que o santuário de Deus ficou em Silo.


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Temas relacionados com Juízes, 18:

Juízes, 17

Leia agora os Versículos de Juízes, 17 do livro Juízes, versão Bíblia Ave Maria.

1. Havia na montanha de Efraim um homem chamado Micas.

2. Ele disse um dia à sua mãe: “Os mil e cem siclos de prata que te roubaram e pelos quais lançaste uma maldição aos meus ouvidos, esse dinheiro está em meu poder; fui eu que os roubei”. Sua mãe respondeu: “Aben­çoado seja o meu filho pelo Senhor!”.

3. Devolveu, pois, os mil e cem siclos de prata à sua mãe, que lhe disse: “Da minha mão eu os consagro ao Senhor a favor de meu filho, para que se faça deles um ídolo fundido. Toma: ei-los aqui”.

4. Micas entregou o dinheiro à sua mãe e ela tomou duzentos siclos de prata que mandou entregar ao fundidor. Fez o ourives com essa prata um ídolo fundido, que foi colocado na casa de Micas.

5. E Micas teve, assim, uma capela. Mandou fazer um efod e um terafim e consagrou um de seus filhos para servir-lhe de sacerdote.

6. Naquele tempo não havia rei em Israel, e cada um fazia o que lhe parecia melhor.

7. Ora, aconteceu que um adolescente de Belém de Judá, da tribo de Judá o qual era levita e morava ali,

8. partiu da cidade de Belém de Judá para procurar uma morada. Seguindo o seu caminho, chegou à montanha de Efraim, à casa de Micas.

9. “De onde vens?” – perguntou-lhe este –. “De Belém de Judá – respondeu o levita – e via­jo em busca de um lugar onde me fixar.”

10. Micas disse-lhe: “Fica comigo. Serás para mim um pai e um sacerdote; te darei dez siclos de prata por ano, vestes suficientes e alimento”.

11. O jovem levita condescendeu em habitar na casa daquele homem, que o tratou como um de seus filhos.

12. Micas pô-lo em suas funções e o jovem serviu-lhe de sacerdote, residindo em sua própria casa.

13. “Agora – disse Micas – estou seguro de que o Senhor me abençoará, tendo eu esse levita por sacerdote.”


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Temas relacionados com Juízes, 17:

Juízes, 16

Leia agora os Versículos de Juízes, 16 do livro Juízes, versão Bíblia Ave Maria.

1. Sansão foi a Gaza, onde viu uma mulher meretriz e foi procurá-la.

2. E a notícia correu pela cidade: “Sansão está aqui”. Puseram-se de emboscada nos arredores durante toda a noite, junto às portas da cidade, e ficaram quietos toda a noite, dizendo: “Ao romper do dia, vamos matá-lo”.

3. Sansão dormiu até a meia-noite. E, levantando-se pela meia-noite, tomou os batentes da porta de Gaza, com os seus postes, arrancou-os juntamente com o ferrolho, pô-los sobre os ombros e levou-os até o alto da montanha, que está defronte de Hebron.

4. Depois disso, enamorou-se de uma mulher que habitava no vale de Sorec, chamada Dalila.

5. Os príncipes dos filisteus foram ter com ela e disseram-lhe: “Procura seduzi-lo e vê se descobres de onde lhe vem sua força e como o poderemos vencer, a fim de o amarrarmos para dominá-lo. Se fizeres isso, te daremos cada um de nós mil e cem moedas de prata”.

6. Dalila disse a Sansão: “Dize-me, de onde vem tua força? E de que modo se precisaria ligar-te para que fosses dominado?”.

7. Sansão respondeu-lhe: “Se me amarrassem com sete cordas de nervos ainda frescas e úmidas, eu me tornaria tão fraco como qualquer homem”.

8. Os príncipes dos filisteus trouxeram a Dalila sete cordas de nervos bem frescas e úmidas, com as quais ela o ligou.

9. Ora, estando eles de emboscada no quarto, ela gritou: “Sansão, os filisteus vêm contra ti!”. E ele rompeu as cordas como se rompe um cordão de estopa, chamuscada pelo fogo. Assim, permaneceu oculto o segredo de sua força.

10. Dalila disse-lhe: “Tu zombaste de mim, contando-me mentiras. Dize-me agora com que se precisaria ligar-te”.

11. “Se me amarrassem com cordas novas – disse ele – que ainda não tenham servido, eu me tornaria tão fraco como qualquer homem”.

12. Dalila tomou, pois, cordas novas, amarrou-o com elas e gritou: “Sansão, os filisteus vêm contra ti!”. Ora, estavam eles de emboscada no quarto, mas Sansão rompeu como se fossem um fio as cordas que lhe amarravam os braços.

13. “Até o presente – disse-lhe Dalila – só tens zombado de mim e só me tens dito mentiras. Dize-me com que será preciso amarrar-te.” “Bastará – respondeu Sansão – que teças as sete tranças de minha cabeça com a urdidura do teu tear.”

14. Ela fixou-as com o torno do tear e gritou: “Sansão, os filisteus vêm contra ti!” Ele, despertando do sono, arrancou o torno do tear com os liços.

15. Dalila disse-lhe: “Como podes dizer que me amas, se o teu coração não está comigo? Eis já três vezes que me enganas e não me queres dizer onde reside a tua força”.

16. Ela o importunava cada dia com suas perguntas, instando com ele e molestando-o de tal sorte, que ele sentiu com isso uma impaciência mortal.

17. E Sansão acabou por confiar-lhe o seu segredo: “Sobre minha cabeça – disse ele – nunca passou a navalha, porque sou nazareno de Deus desde o seio de minha mãe. Se me for rapada a cabeça, a minha força me abandonará e serei então fraco como qualquer homem”.

18. Dalila sentiu que ele lhe tinha aberto todo o seu coração e mandou dizer aos príncipes dos filisteus: “Subi agora, porque ele me abriu todo o seu coração”. E os príncipes dos filisteus foram ter com ela, levando o dinheiro em suas mãos.

19. Dalila fez que seu marido adormecesse nos seus joelhos, e chamando um homem, mandou-lhe que rapasse as sete tranças de sua cabeça. Ela começou a dominá-lo, pois sua força o deixou.

20. E disse: “Sansão, os filisteus vêm contra ti!”. Despertando ele do sono, disse consigo mesmo: “Sairei deles como das outras vezes e me livrarei”. Ignorava Sansão que o Senhor se tinha retirado dele.

21. E os filisteus, tomando-o, furaram-lhe os olhos e levaram-no a Gaza ligado com uma dupla cadeia de bronze e ali o colocaram na prisão, fazendo-o girar a mó.

22. Entretanto, os seus cabelos recomeçavam a crescer.

23. Ora, os príncipes dos filisteus reuniram-se para oferecer um grande sacrifício a Dagon, seu deus, e celebrar uma festa. “Nosso deus – diziam eles – entregou-nos Sansão nosso inimigo.”

24. Também o povo, vendo isso, louvava o seu deus, dizendo: “O nosso deus entregou-nos o nosso inimigo, aquele que devastava nossa terra e matava tantos dos nossos”.

25. E estando eles de coração alegre, exclamaram: “Mandai vir Sansão para nos divertir!”. Tiraram-no da prisão e Sansão teve que dançar diante deles. Tendo sido colocado entre as colunas,

26. Sansão disse ao jovem que o conduzia pela mão: “Deixa que eu toque as colunas que sustêm o templo e que me apóie nelas”.

27. Ora, o templo estava repleto de homens e mulheres. Estavam ali todos os príncipes dos filisteus. Havia cerca de três mil pessoas, homens e mulheres, que do teto olhavam o prisioneiro dançar.

28. Sansão, porém, invocando o Senhor, disse: “Senhor Javé, rogo-vos que vos lembreis de mim. Dai-me, ó Deus, ainda esta vez, força para vingar-me dos filisteus pela perda de meus olhos”.

29. Abraçando então as duas colunas centrais sobre as quais repousava todo o edifício, pegou numa com a mão direita e noutra com a mão esquerda e gritou:

30. “Morra eu com os filisteus!”. Dizendo isso, sacudiu com todas as suas forças o edifício, que ruiu sobre os príncipes e sobre todo o povo reunido. Desse modo, matou pela sua própria morte muito mais homens do que os que matara em toda a sua vida.

31. Então, desceram a Gaza os seus irmãos e toda a sua família paterna, tomaram-no e tendo voltado, sepultaram-no no túmulo de seu pai, entre Saraá e Estaol. Sansão foi juiz em Israel durante vinte anos.


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Temas relacionados com Juízes, 16:

Juízes, 15

Leia agora os Versículos de Juízes, 15 do livro Juízes, versão Bíblia Ave Maria.

1. Passado algum tempo, estando próxima a colheita do trigo, Sansão foi ver a sua mulher, levando-lhe um cabrito. “Quero – dizia ele – entrar no quarto de mi­nha mulher.” O pai dela, porém, impediu-lhe a entrada:

2. “Eu pensei – disse ele a Sansão – que a aborrecias, e por isso dei-a a um teu amigo. Não é, porventura, mais formosa do que ela sua irmã mais nova? Toma-a por mulher em seu lugar”.

3. “Desta vez – respondeu Sansão – não se me poderá censurar o mal que farei aos filisteus.”

4. Ele se retirou, apanhou trezentas ra­po­sas e, tomando tochas, prendeu as raposas duas a duas pelas caudas e atou entre as duas caudas uma tocha.

5. Pôs-lhes fogo e soltou-as nas searas dos filisteus. Incendiou assim tanto o trigo que estava enfeixado como o que estava ainda em pé, queimando até mesmo as vinhas e os olivais.

6. “Quem fez isso?” – perguntaram os filisteus. Responderam: “Foi Sansão, genro do tamneu, porque este tomou sua mulher e a deu a um de seus amigos”. Então subiram os filisteus e queimaram a mulher juntamente com o seu pai.

7. Sansão disse-lhes: “Ah, é assim que fazeis? Pois bem, não descansarei enquanto não me tiver vingado de vós”.

8. E feriu-os vigorosamente, sem compaixão alguma. Depois disso, desceu e habitou na gruta da rocha de Etam.*

9. Então subiram os filisteus e acamparam em Judá, espalhando-se até Lequi.

10. Os homens de Judá disseram: “Por que subistes contra nós?”. Eles responderam: “Subimos para prender Sansão e pagar-lhe o que ele nos fez”.

11. Três mil homens de Judá desceram então à gruta do rochedo de Etam e disseram a Sansão: “Não sabes que os filisteus nos dominam? Que é isso que nos fizeste?”. “Eu os tratei como eles mesmos me trataram” – respondeu San­são.

12. Eles replicaram: “Viemos prender-te para entregar-te aos filisteus”. “Jurai-me – disse Sansão – que não me haveis de matar.”

13. “Não te mataremos, mas te entregaremos a eles amarrado.” Ligaram-no, pois, com duas cordas novas e tiraram-no da gruta.

14. Chegando a Lequi, os filisteus acolheram-no com gritos de alegria. Apoderou-se, porém, de Sansão o Espírito do Senhor. As duas cordas que ligavam seus braços tornaram-se como fios de linho queimado, caindo de suas mãos as amarras.

15. Apanhando uma queixada ainda fresca de jumento, feriu com ela mil homens.

16. Sansão dizia: “Com a queixada de um jumento, eu os destrocei! Com a queixada de um jumento mil homens feri!”.

17. Dito isso, lançou ao longe a queixada e deu àquele lugar o nome de Ramat-Lequi.*

18. Como estivesse com muito sede, sede intensa, clamou ao Senhor: “Vós destes – disse ele – ao vosso servo esta grande vitória. Morrerei eu agora de sede e cairei nas mãos dos incircuncisos?”.

19. Então Deus fendeu a rocha côncava que está em Lequi e dela jorrou água. Sansão, tendo bebido dessa água, recobrou ânimo e recuperou as forças. Daí o nome que traz essa fonte: En-Hacoré. Ainda hoje ela existe em Lequi.*

20. Sansão foi juiz em Israel durante vinte anos, no tempo dos filisteus.


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Temas relacionados com Juízes, 15:

Juízes, 14

Leia agora os Versículos de Juízes, 14 do livro Juízes, versão Bíblia Ave Maria.

1. Sansão desceu a Tamna e, vendo ali uma mulher das filhas dos filis­teus,

2. voltou e falou ao seu pai e à sua mãe, dizendo: “Vi em Tamna uma filha dos filisteus, pedi-a para mim em casamento”.

3. Seus pais disseram-lhe: “Não há porventura ninguém entre as filhas de teus irmãos e em todo o nosso povo, para que queiras escolher uma mulher entre os filisteus, estes incircunci­sos?”. Sansão, porém, disse ao seu pai: “Toma esta para mim, porque me agrada”.

4. Seus pais não sabiam que isso se fazia por disposição do Senhor e que buscava uma ocasião contra os filisteus que, naquele tempo, dominavam sobre Israel.

5. Sansão desceu com os pais a Tamna. Quando chegaram às vinhas de Tamna, apareceu de repente um leão, rugindo, que arremeteu contra ele.

6. O Espírito do Senhor apossou-se de Sansão, e ele despedaçou o leão como se fosse um cabrito, sem ter coisa alguma na mão; e não quis contar isso aos seus pais.*

7. Depois desceu a Tamna e falou à mulher que lhe agradava.

8. Voltando, alguns dias depois, para desposá-la, afastou-se do caminho para ver o cadáver do leão. Mas eis que na boca do leão estava um enxame de abelhas com mel.*

9. Tomou o mel nas mãos e foi comendo pelo caminho. Alcançando os pais, deu-lhes do mel e eles comeram, mas não lhes disse que aquele mel provinha da boca do leão.

10. Seu pai desceu à casa da mulher, onde Sansão deu um banquete, segundo o costume dos jovens.

11. Logo que o viram chegar, deram-lhe trinta companheiros para estar com ele.

12. Sansão disse-lhes: “Vou propor-vos um enigma; se o decifrardes dentro dos sete dias das bodas e descobri-lo, vos darei trinta túnicas e trinta vestes de festa.

13. Mas, se o não puderdes decifrar, sois vós que me dareis trinta túnicas e outras tantas vestes de festa”. Eles responderam-lhe: “Propõe o teu enigma, para que o ouçamos”.

14. Ele lhes disse: “Do que come saiu o que se come; do forte saiu doçura”. Durante três dias, não puderam decifrar o enigma.*

15. Quando chegou o quarto dia, disseram à mulher de Sansão: “Persua­de o teu marido para que nos explique o enigma, se não queres que te queimemos com a casa de teu pai. Será talvez para nos despojar que nos convidastes?”.

16. A mulher de Sansão, desfazendo-se em lágrimas junto dele, disse-lhe: “Tu me odeias; tu não me amas. Propuseste um enigma aos filhos do meu povo e não me explicaste!”. “Nem sequer aos meus próprios pais eu o expliquei – respondeu ele – e haveria de explicá-lo a ti?”

17. E ela chorava assim até o sétimo dia das bodas. Ao sétimo dia, enfim, importunado por sua mulher, deu-lhe a chave do enigma, e ela por sua vez (apressou-se) a declará-lo aos seus compatriotas.

18. Estes, no sétimo dia, antes do pôr do sol, disseram a Sansão: “Que coisa é mais doce que o mel, que coisa é mais forte que o leão?”. Sansão lhes disse: “Se vós não tivésseis lavrado com a minha novilha, não teríeis descoberto o meu enigma”.

19. Apoderou-se então dele o Espírito do Senhor e desceu a Ascalon. Matou ali trinta homens, tomou os seus despojos e deu trinta vestes de festas aos que tinham explicado o seu enigma. Voltou enfurecido para a casa paterna.

20. Sua mulher, porém, foi dada em casamento a um jovem que tinha sido seu companheiro nas bodas.


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Temas relacionados com Juízes, 14:

Juízes, 13

Leia agora os Versículos de Juízes, 13 do livro Juízes, versão Bíblia Ave Maria.

1. Os israelitas continuaram a fazer o mal aos olhos do Senhor, que os entregou nas mãos dos filisteus durante quarenta anos.

2. Ora, havia em Saraá um homem da família dos danitas, chamado Manué. Sua mulher, sendo estéril, não tinha ainda gerado filhos.

3. O anjo do Senhor apareceu a essa mulher e disse-lhe: “Tu és estéril, e nunca tiveste filhos, mas conceberás e darás à luz um filho.

4. Toma, pois, muito cuidado de não beber doravante nem vinho, nem bebida forte. Não comas coisa alguma impura, porque vais conceber e dar à luz um filho.

5. A navalha não tocará a sua cabeça, porque esse menino será nazareno de Deus desde o seio de sua mãe. Será ele quem livrará Israel da mão dos filisteus”.*

6. A mulher foi ter com o seu marido: “Apresentou-se a mim um homem de Deus – disse ela – que tinha o aspecto de um anjo de Deus, em extremo terrível. Não lhe perguntei de onde era, nem ele me deu o seu nome,

7. mas disse-me: ‘Vais conceber e dar à luz um filho; não bebas, pois, nem vinho nem bebida forte e não comas coisa alguma impura, porque esse menino será nazareno desde o seio de sua mãe até o dia de sua morte’.”

8. Então Manué invocou o Senhor, dizendo: “Rogo-vos, Senhor, que o homem de Deus que nos enviastes volte novamente e nos ensine o que devemos fazer acerca do menino que há de nascer”.

9. Deus ouviu essa oração, e o anjo de Deus veio de novo visitar a mulher, quando esta se achava no campo; Manué, seu marido, não estava com ela.

10. Ela correu imediatamente a dar ao seu marido a notícia, dizendo: “O homem que vi outro dia apareceu-me novamente”.

11. Manué levantou-se e seguiu a sua mulher até junto do homem: “És tu – disse ele – o homem que falou à minha mulher?”.

12. “Sou eu mesmo” – respondeu o desconhecido. Manué replicou: “Quando se cumprir a tua palavra, de que maneira havemos de criar esse menino e o que teremos de fazer por ele?”.

13. O anjo do Senhor respondeu: “Abstenha-se tua mulher de tudo o que eu lhe disse.

14. Não prove nada do que venha da videira; não beba nem vinho, nem bebida forte, nada coma que seja impuro e observe tudo o que lhe prescrevi”.

15. Manué disse ao anjo do Senhor: “Rogo-te que te detenhas até que te ofereçamos um cabrito que vamos preparar”.

16. “Ainda que tu me retivesses – respondeu o anjo do Senhor – eu não comeria de tua mesa; mas se queres fazer um holocausto, oferece-o ao Senhor.” Manué ignorava que era o anjo do Senhor.

17. “Qual é o teu nome – perguntou-lhe ele – para que te honremos quando se cumprir tua promessa?”

18. O anjo do Senhor disse-lhe: “Por que me perguntas o meu nome? Ele é Magnífico”.

19. Tomou, pois, Manué o cabrito com uma oferta e ofereceu-o ao Senhor sobre a rocha. Coisa maravilhosa! Enquanto Manué e sua mulher olhavam

20. subir para o céu a chama do sacrifício que estava sobre o altar, viu que o anjo do Senhor subia na chama. À vista disso, Manué e sua mulher caíram com o rosto em terra.

21. E o anjo do Senhor desapareceu diante dos olhos de Manué e sua mulher. Manué compreendeu logo que era o anjo do Senhor,

22. e disse à sua mulher: “Vamos morrer seguramente, porque vimos Deus!”.

23. Sua mulher respondeu-lhe: “Se o Senhor nos quisesse matar, não teria aceito de nossas mãos o holocausto e a oferta; não nos teria mostrado tudo o que vimos, nem nos teria dito o que hoje nos revelou”.

24. Ela deu à luz um filho e pôs-lhe o nome de Sansão. O menino cresceu e o Senhor o abençoou.

25. E o Espírito do Senhor começou a incitá-lo, em Maané-Dã, entre Saraá e Estaol.


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Temas relacionados com Juízes, 13:

Juízes, 12

Leia agora os Versículos de Juízes, 12 do livro Juízes, versão Bíblia Ave Maria.

1. Os efraimitas, tendo-se sublevado, passaram a Safon e disseram a Je­f­té: “Por que saíste a combater os amoni­tas sem nos chamar para irmos contigo? Por isso vamos queimar a tua casa”.

2. Jefté respondeu: “Eu e meu povo tivemos graves contendas com os amonitas. Chamei-vos e vós não me livrastes de suas mãos.

3. Vendo que não podia contar convosco, arrisquei a minha vida marchando sozinho contra os amonitas e o Senhor entregou-os nas minhas mãos. Por que, pois, viestes combater contra mim?”.*

4. Jefté reuniu todos os homens de Galaad e combateu contra Efraim. Os habitantes de Galaad derrotaram os de Efraim, que lhes haviam dito: “Vós sois fugitivos de Efraim que habitais entre Efraim e Manassés!”.

5. Galaad ocupou os vaus do Jordão. Cada vez que um fugitivo de Efraim queria passar, perguntavam-lhe: “És tu efraimita?”. Ele respondia – “Não”.

6. “Pois bem – diziam eles então – dize: Chibólet.” E ele dizia: “Sibólet”, não podendo pronunciar corretamente. Prendiam-no logo e o degolavam junto aos vaus do Jordão. Naquele dia, pereceram quarenta e dois mil homens de Efraim.

7. Jefté, o galaadita, foi juiz em Israel durante seis anos; depois morreu e foi sepultado em uma das cidades de Galaad. Outros juízes menores

8. Depois de Jefté, foi juiz de Israel Abesã, de Belém,

9. o qual teve trinta filhos; casou suas trinta filhas fora de sua família, e mandou vir de fora trinta jovens para os seus filhos. Julgou Israel durante sete anos.

10. Morreu e foi enterrado em Belém.

11. Depois dele, Elon, de Zabulon, foi juiz em Israel e sua judicatura durou dez anos.

12. Morreu e foi enterrado em Aialon, na terra de Zabulon.

13. Em seguida, teve Israel por juiz Abdon, filho de Ilel, de Faraton.

14. Teve quarenta filhos e trinta netos, que montavam em setenta jumentinhos. Julgou Israel durante oito anos.

15. Depois disso, Abdon, filho de Ilel, de Faraton, morreu e foi sepultado em Faraton, na terra de Efraim, na montanha dos amalecitas.


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Temas relacionados com Juízes, 12:

Juízes, 11

Leia agora os Versículos de Juízes, 11 do livro Juízes, versão Bíblia Ave Maria.

1. Jefté, o galaadita, era um valente guerreiro, filho de Galaad com uma meretriz.

2. A mulher de Galaad deu-lhe filhos. Quando cresceram, expulsaram Jefté, dizendo: “Tu não herdarás nada na casa de nosso pai, porque és um bastardo”.

3. Jefté afastou-se de seus irmãos e fixou-se na terra de Tob. Alguns homens miseráveis reuniram-se a ele e tomaram parte em suas incursões.

4. Algum tempo depois, os amonitas entraram em luta contra Israel.

5. Os habitantes de Galaad, vendo-se assim atacados, foram em busca de Jefté na terra de Tob

6. e disseram-lhe: “Vem e sê o nosso chefe. Vamos combater os amoni­tas”.

7. Jefté, porém, respondeu: “Vós, que sois meus inimigos, tendo-me expulsado da casa de meu pai, por que vindes a mim agora que estais em aperto?”.

8. Os anciãos de Galaad disseram-lhe: “Foi precisamente por isso que viemos agora ter contigo, para que venhas conosco e combatas contra os filhos de Amon e sejas o nosso chefe, o chefe de todo o povo de Galaad”.

9. Jefté disse-lhes: “Se vós me conduzirdes para lutar contra os amonitas, e o Senhor os entregar a mim, serei o vosso che­fe”.

10. Os anciãos responderam-lhe: “O Senhor seja testemunha entre nós de que faremos tudo o que disseste!”.

11. E Jefté partiu com os anciãos de Galaad. O povo proclamou-o seu chefe e general. Jefté repetiu diante do Senhor, em Masfa, tudo o que acabara de dizer.

12. Jefté enviou mensageiros ao rei dos amonitas para lhe dizer: “Que tens tu contra mim para que me venhas combater em minha terra?”.

13. O rei respondeu-lhes: “Israel, vindo do Egito, tomou a minha terra desde o Arnon até Jaboc e até o Jordão. Devolve-o agora, pois, pacificamente”.

14. Jefté mandou nova embaixada ao rei dos amonitas,

15. dizendo-lhe: “Assim fala Jefté: Israel não se apoderou nem do território de Moab, nem da terra dos filhos de Amon.

16. Quando saiu do Egito, Israel marchou pelo deserto até o mar Vermelho e chegou a Cades.

17. Mandou então mensageiros ao rei de Edom, dizendo: ‘Deixa-me passar pelo teu país’, mas o rei de Edom não o consentiu. Fez o mesmo pedido ao rei de Moab, que tampouco lhe deu passagem. Israel deteve-se, pois, em Cades.

18. Retomou em seguida sua marcha pelo deserto e contornou as terras de Edom e de Moab. Chegando à parte oriental da terra de Moab, acampou na outra banda do Arnon, sem entrar na terra de Moab, cuja fronteira é o Arnon.

19. Dali, Israel mandou ainda mensageiros a Seon, rei dos amorreus, em Hesebon, pedindo-lhe que os deixasse passar pela sua terra, para que chegassem à deles.

20. Seon, porém, não teve bastante confiança em Israel para deixá-lo atravessar o seu território. Ao contrário, juntou todas as suas tropas, acampou em Jasa, e atacou Israel.

21. O Senhor, Deus de Israel, entregou-o com todo o seu povo nas mãos de Israel que o derrotou e conquistou todas as terras dos amorreus que habitavam naquela região;

22. tomou toda a terra dos amorreus, desde o Arnon até Jaboc, e desde o deserto até o Jordão.

23. Agora que o Senhor, Deus de Is­rael, expulsou os amorreus diante de seu povo de Israel, tu pretendes possuir a sua terra?

24. Porven­tura não tens a posse do que te deu a conquistar o teu deus Camos? E nós, por que não possuiríamos tudo aquilo que o Senhor nosso Deus expulsou diante de nós?

25. Serias tu melhor do que Balac, filho de Sefor, rei de Moab? Acaso disputou ele com os israelitas ou combateu contra eles?

26. Eis já trezentos anos que Israel habita em Hesebon e em suas aldeias, em Aroer e em suas aldeias, em todas as cidades banhadas pelo Arnon. Por que não lhe tiraste estas terras durante todo esse tempo?

27. Não sou eu, pois, que te faço dano, mas és tu mesmo que te prejudicas, declarando-me guerra. Que o Senhor, que é Juiz, se pronuncie hoje entre os israelitas e os amonitas!”.

28. Mas o rei dos amonitas não quis ouvir nada do que Jefté lhe mandara dizer.

29. O Espírito do Senhor desceu sobre Jefté, que atravessou Galaad e Manas­sés, passou dali até Masfa de Galaad, de onde marchou contra os amonitas.

30. Jetfé fez ao Senhor este voto:

31. “Se me entregardes nas mãos os amonitas, aquele que sair das portas de minha casa ao meu encontro, quando eu voltar vitorioso dos filhos de Amon, será consagrado ao Senhor e eu o oferecerei em holocausto”.

32. Jefté marchou contra os amonitas e o Senhor os entregou.

33. Ele os derrotou desde Aroer até as proximidades de Menit e até Abel-Carmin, tomando-lhes vinte aldeias. E os amonitas, com esse terrível golpe, foram humilhados perante Israel.

34. Ora, voltando Jefté para a sua casa em Masfa, eis que sua filha saiu-lhe ao encontro com tamborins e danças. Era a sua única filha, porque, afora ela, não tinha filho nem filha.

35. Quando a viu, rasgou as suas vestes: “Ah, minha filha – exclamou ele – tu me acabrunhas de dor e estás no número daqueles que causam a minha infelicidade! Fiz ao Senhor um voto que não posso revogar”.

36. “Meu pai – disse ela – se fizeste um voto ao Senhor, trata-me segundo o que prometeste, agora que o Senhor te vingou de teus inimigos, os amonitas.”

37. E ajuntou: “Concede-me somente isto: deixa-me que vá sobre as colinas durante dois meses, para chorar a minha virgindade com as minhas amigas”.*

38. “Vai – disse-lhe ele –. E deu-lhe dois meses de liberdade. Ela foi com as suas companheiras e chorou a sua virgin­dade sobre as colinas.

39. Passado o prazo, voltou para seu pai e ele cumpriu o voto que tinha feito. Ela não tinha conhecido varão.

40. Daqui veio este costume, em Israel, que todos os anos as jovens israelitas reúnem-se para chorar durante quatro dias a filha de Jefté, o galaadita.


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Temas relacionados com Juízes, 11:

Juízes, 10

Leia agora os Versículos de Juízes, 10 do livro Juízes, versão Bíblia Ave Maria.

1. Depois de Abimelec, Tola, filho de Fua, filho de Dodo, de Issacar, levantou-se para livrar Israel. Habitava em Samir, na montanha de Efraim,

2. e foi juiz em Israel durante vinte e três anos. Depois disso, morreu e foi sepultado em Samir.

3. A este sucedeu Jair, de Galaad, que foi juiz em Israel durante vinte e dois anos.

4. Tinha trinta filhos que montavam em trinta jumentinhos e possuíam trinta cidades que se chamam ainda hoje Ha­vot-Jair, situadas em Galaad.

5. Jair morreu e foi sepultado em Camon.

6. Os filhos de Israel voltaram a ofender o Senhor, servindo os baals e os astarot, os deuses da Síria, de Sidon, de Moab, os deuses dos amonitas e dos filisteus. Abandonaram o culto do Senhor.

7. A cólera do Senhor inflamou-se contra Israel e ele entregou-os nas mãos dos filisteus e dos amonitas.

8. Estes últimos oprimiram e esmagaram os israelitas naquele ano. A opressão estendeu-se por dezoito anos sobre os israelitas de além do Jordão, na terra dos amorreus, em Galaad.

9. Os amonitas, tendo passado o Jordão, combateram contra Judá, Benja­mim e a tribo de Efraim, e Israel viu-se numa extrema aflição.

10. Os israelitas clamaram ao Senhor, dizendo: “Pecamos contra vós, abandonan­do o nosso Deus e servindo aos baals”.

11. O Senhor respondeu-lhes: “Porventura não vos tenho eu livrado dos egípcios, dos amorreus, dos amonitas, dos filisteus?

12. E quando os sidônios, os amalecitas e Maon vos oprimiam e vós clamastes a mim, não vos libertei?

13. Vós, porém, me abandonastes para servir a outros deuses. Por isso, não mais vos livrarei.

14. Ide e invocai os deuses que esco­lhestes; eles que vos livrem de vossa angústia!”.

15. Os israelitas disseram ao Senhor: “Pecamos; tratai-nos como melhor vos parecer, contanto que nos livres hoje”.

16. Tiraram então do meio deles os deuses estranhos e serviram ao Senhor, que se compadeceu dos males de Israel.

17. Os amonitas juntaram-se e acamparam em Galaad, enquanto os israelitas faziam o mesmo em Masfa.

18. O povo e os chefes de Galaad diziam uns para os outros: “Quem começará a pelejar contra os amonitas? Esse será o chefe de todo o povo de Galaad”.


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Temas relacionados com Juízes, 10: